19 de junho de 2026

Weintraub compara Operação Fake News com chacinas e perseguição a judeus

"Escutei como SS Totenkopft entrava nas casas das famílias inimigas do Nazismo", disse o ministro da Educação, cometendo comparação infeliz e equívocos à história
Foto: Luciana Freire/MEC

Jornal GGN – Ao comentar sobre a Operação contra a Fake News por bolsonaristas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a comparou à perseguição contra os judeus no nazismo da Alemanha.

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A investigação, que justamente preserva instituições democráticas contra ataques ofensivos e mentiras disseminadas nas redes sociais, foi caracterizada pelo ministro da Educação como “vergonha nacional”, e “como a Noite dos Cristais brasileira”.

A Noite dos Cristais foi o início da onda de violência contra os judeus em 1938, com a chacina de dezenas de judeus mortos, mais de 250 sinagogas queimadas e cerca de 7 mil comércios, casas, cemitérios, hospitais e escolas judaícos destruídos.

Mas para o ministro da Educação do Brasil, aquela sequência de chacinas e mortes é comparável às buscas e apreensões dos autores de Fake News desta quarta-feira (27).

“Hoje foi o dia da infâmia, VERGONHA NACIONAL, e será lembrado como a Noite dos Cristais brasileira. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL!”, escreveu Weintraub.

A expressão alemã significa “viva a vitória”, usada por nazinas, a partir dos anos 30.

O auxiliar e um dos principais aliados do governo de Jair Bolsonaro ainda seguiu com a comparação, dizendo que cresceu ouvindo histórias de perseguição a seus parentes de sobrenome Weintraub, e do SS Totenkoptf [sic], escrito de maneira equivocada, ao querer mencionar a 3.ª Divisão SS Totenkopf, de militares que perseguiam os judeus e eram guardas de campos de concentração.

“Cresci escutando como os Weintraub foram caçados e como sobreviveram ao inferno de Hitler. Escutei como a SS Totenkopft entrava nas casas das famílias inimigas do Nazismo. Nesse momento sombrio, digo apenas uma palavra aos irmãos que tiveram seus lares violados: LIBERDADE!”, continuou.

 

Redação

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6 Comentários
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  1. Não é o Freud

    27 de maio de 2020 6:22 pm

    Não sei, de tanto odiar o perseguidor, com ele se identificou e, pasmem, com ele se parece…

  2. Carlos Elisio

    27 de maio de 2020 6:38 pm

    Mas voces SÃO o nazismo ô cara de pau!
    E amanhã vcs iriam pegar também judeus — apesar das bandeirinhas de israel nos seus cacarejos de domingo no DF — pois estão mantendo a mesma ordem estabelecida por hitler; gays, negros, comunistas, judeus.
    Canalhas…

  3. jucemir r. da silva

    27 de maio de 2020 7:23 pm

    Em si, a comparação já é um legítimo fake.

  4. Edivaldo Dias de Oliveira

    27 de maio de 2020 7:40 pm

    Acuse teus inimigos das atrocidades que praticas.
    Caluniem! Caluniem! Caluniem!

    Ele aprendeu direitinho com seu mestre.

  5. Franci

    27 de maio de 2020 11:21 pm

    Mentiroso é assim mesmo
    Weintraub, bolsonaro e sua turma são uns paspalhos usados pepo capital pra retirar o pt do poder
    E agora vão ser retirados por que morderam a mão que os alimentava ou aquela que deixava que se alimentassem de suas mentiras

  6. Junior50

    28 de maio de 2020 2:28 am

    Uma ofensa grave, tenebrosa, ofensiva a sua propria origem religiosa, reduziu a um nada o inicio real do “shoah” – quem fez ou foi em uma sinagoga sabe o que significou a “kristallnacht” – é algo de um completo ignorante, mas como Moshe podemos ser compassivos com tais pessoas humanas, néscios e obnubilados por crenças fora do judaismo, até piores e preconceituosos como varios gentios que negam tenebrosos periodos passados ( “shoah” no hebraico = Holocausto). Mas:
    Ainda rezarei, prantearei por dias, um “kaddish” para a alma perene deste ser, Al-Hilah com seu grande perdão o irá acolher, mas os humanos, os seres de Eretz Israel jamais esquecerão este acinte, esta ofensa horrivel a memória dos que morreram.
    P.S. : Fiquei muito chocado, até pensei que fosse fake, pois nem em Israel local de grande polarização politica, li ou escutei tal absurdo ou sequer comparação com alguma situação presente ou passada, lá a “kristallnacht” é comparavel a queda do Templo.

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