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sexta-feira, dezembro 6, 2019
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    Weintraub ultrapassa todos os limites da ética pública, diz Andifes

    Diante das últimas pérolas do ministro, a Andifes, divulga nota pública em que rebate as tantas barbaridades ditas pelo ministro da Educação, cuja função parece ter sido esquecida.

    Jornal GGN – Abraham Weintraub é impressionante como ministro da Educação. Seu ódio pelas universidades é visualizado quando ataca docentes, discentes e espaços universitários, e sua conduta vai na contramão daquela exigida pelo cargo. E os reitores entendem que, enquanto autoridade pública, o ministro ultrapassa todos os limites, acusando com denúncias que carecem de veracidade, torpedeando orçamentos, minimizando a importância da produção científica de tais universidades.

    Diante das últimas pérolas do ministro, a Andifes – Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, divulga nota pública em que rebate as tantas barbaridades ditas pelo ministro da Educação, cuja função parece ter sido esquecida.

    Nota Pública da Andifes

    Declarações do ministro da Educação sobre universidades federais

    O ministro da educação do Brasil, Abraham Weintraub, parece nutrir ódio pelas universidades federais brasileiras. Afinal, as instituições das quais deveria cuidar, cabendo ao Ministério estruturar e aperfeiçoar, são a todo momento objeto dos ataques de sua retórica agressiva. Todos já vimos tal agressividade ser dirigida, por exemplo, contra estudantes (sobretudo as suas lideranças), contra professores — tratados como marajás, “zebras gordas” — e mesmo contra gestores (sobretudo gestoras), como se fossem adversários. Vemos ser desvalorizada a produtividade das nossas instituições e ser atacada, em particular, as áreas pertencentes às humanidades. E, a todo momento, números são chamados a servir à imagem distorcida de que as universidades são excessivamente caras e que, portanto, deveriam sofrer ainda mais restrições orçamentárias. Já o vimos, enfim, classificar as universidades federais como o lugar da “balbúrdia”, invocando outrora essa razão para um bloqueio orçamentário.

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    Entretanto, em vídeo recentíssimo, o Ministro Abraham Weintraub ultrapassa todas as fronteiras que devem limitar, sobretudo, os atos de um gestor público do alto escalão da República. Sem fazer quaisquer mediações, afirma que as Universidades Federais são “madraças de doutrinação”, ofendendo a um só tempo toda a comunidade acadêmica e a fé muçulmana; afirma ademais que foi criada uma “falácia” segundo a qual as universidades federais precisam ter autonomia, ignorando que essa “falácia” na verdade é mandamento previsto na Constituição brasileira (art. 207) e que um ministro de Estado atentar contra ela constitui crime de responsabilidade (art. 4º, “caput”, c/c art. 13, I, Lei 1.079/50); e afirma, ultrapassando todos os limites, que algumas universidades federais têm “plantações extensivas de maconha” com o uso até instrumentos tecnológicos para seu cultivo, além de afirmar que “laboratórios de química” das universidades se transformaram em usinas de fabricação de drogas sintéticas, como metanfetamina. Enfim, estende essa suspeição a todas as instituições, pois, segundo ele, “cada enxadada é uma minhoca”.

    Se o Sr. Ministro da Educação busca, mais uma vez, fazer tais acusações para detratar e ofender as universidades federais perante a opinião pública, mimetizando-as com organizações criminosas, ele ultrapassa todos os limites da ética pública, indo aliás muito além até de limites que já não respeitava. Nesse caso, o absurdo não tem precedentes. De outro lado, se o Sr. Ministro, enquanto autoridade pública, efetivamente sabe de fatos concretos, sem todavia apontar e denunciar às autoridades competentes de modo específico onde e como ocorrem, preferindo antes usá-los como instrumento de difamação genérica contra todas as universidades federais brasileiras, poderá estar cometendo crime de prevaricação. Assim, diante dessas declarações desconcertantes, a ANDIFES está tomando as providências jurídicas cabíveis para apurar eventual cometimento de crime de responsabilidade, improbidade, difamação ou prevaricação.

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    A ANDIFES reitera, na contramão da retórica do Sr. Ministro da Educação, aquilo que todos os indicadores e rankings nacionais ou internacionais, públicos ou privados, demonstram de modo inequívoco: as universidades públicas são o berço da produção da ciência e tecnologia do nosso país, são essenciais à soberania nacional, ao desenvolvimento econômico e à formação das nossas futuras gerações. São, enfim, um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro, que precisa ser valorizado, cuidado e incentivado.

    DIRETORIA DA ANDIFES
    (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior)

    Veja, a seguir, o vídeo de Weintraub sobre as ‘plantações de maconhas’ em universidades federais e a questão da autonomia.

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    5 comentários

    1. Prezados camaradas
      Deve ser avaliado o processo seletivo pelo qual um tipo destes (ignorante, mal-educado, burro, pedante e arrogante) passou (processo que possui várias etapas, inclusive entrevistas com uma banca). Porque é motivo de vergonha para a Unifesp (creio que este tipo ainda se vangloria de pertencer aos seus quadros) ter este traste em seu quadro docente

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      • Sempre penso nisso, Luiz Armidoro. Mesmo a área dele sendo Contábeis, não sei como ele fez concurso sem doutorado e com esse tipo de postura. Mesmo que ele tenha tentado enganar a banca, daria para perceber alguma coisa errada na figura. O homem é uma aberração, uma besta do Apocalipse.

    2. Esse psicopata fascista já ultrapassou todos os limites de tolerância à ignorância do governo. É pena que a geração que sucedeu a das décadas de 1960/ 70, não está à altura para enfrentar à altura esse governo fascista.

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    3. A ética desse bossal, não é diferente do Bolso, do Guedes, da Damares, do Moro, do Estado, da Folha, da Veja, do Villa Boas, do Moura, da Globo, da grande maioria dos pastores evangélicos, de muitos padres, etc etc etc

    4. Esse tipo de fala dissemina nos meios conservadores e populares a sensação de que os progressistas ( e a universidade é vista como tal) causam violência social. O tal ministro da Educação reforça estereotipos que são armas na luta fascista contra os “inimigos”.

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