4 de junho de 2026

Afinal, quem você pensa que é?, por Eliana Rezende

Por Eliana Rezende

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Em tempos de egos tão inflados as pessoas parecem se esquecer qual o espaço que, de fato, ocupam no universo. Talvez seja uma boa ideia parar… pensar… redimensionar!

Proponho um pequeno exercício de reflexão com apoio de alguma pirotecnia visual.

Confira a animação aqui:

A animação parece tão simples; afinal é só olhar nosso tamanho no universo.

Ela faz por nós algo que é muito caro à arquitetura e engenharia, põe numa perspectiva e escala adequada o que somos em qualquer lugar que estejamos e qual é o nosso ínfimo lugar nesse macrocosmo infinito.

Do ponto de vista de uma animação a hierarquia facilita o redimensionamento de tudo.

As dificuldades começam a surgir quando saímos dela e olhamos ao nosso redor, o nosso mundo real.

Se formos ao mundo corporativo poderemos constatar então, que a arrogância e prepotência de determinados cargos criam opacidade na forma e nos valores como cada um se vê e olha o outro.

É mesmo um longo aprendizado lidar com a vaidade.

De fato, em áreas onde a técnica e arte podem se misturar e até confundir o encontro de egos e ruídos de vaidade tendem a aumentar.

Talvez por isso mesmo devêssemos voltar, olhar para a nossa verdadeira dimensão e reconsiderarmos o que pensamos de nós e dos outros.

Pessoalmente, gostei muito da animação. Achei-a instigante e que contribui muito para fazermos um redimensionamento sincero do que somos neste universo infinito, sem a arrogância, às vezes, tão presente em cargos e funções ocupados nos universos corporativos.

Se servir a isso, foi excelente!

_____________

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Publicado originalmente no blog Pensados a Tinta

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8 Comentários
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  1. Anna Dutra

    28 de dezembro de 2015 12:26 pm

    Ontem
    Ontem,

    numa reflexão aleatória, me lembrei e postei um pequeno texto sobre o “Ensaio sobre a Cegueira”, livro/filme.
    Há uma passagem em que, na loucura da privação, a opressão se instala e alguém se auto-proclama “Rei da Ala Três”.
    Esta é uma visão crua, mas real, do quanto nos iludimos por nossos instintos e egos.

    Mas há muitas outras. Este teu belo post por exemplo.

    Obrigada.

    Boas Festas e um Feliz 2016!

    Ah, e eu sou a Anna. Simplesmente a Anna, ok? 🙂

  2. Eli Rezende

    28 de dezembro de 2015 12:50 pm

    Ontem

    Ol@ Anna…

    Muito obrigad@!!!

    Gosto muito desta animação exatamente pq ela nos dimensiona. coloca-nos no nosso exato lugar: um grão de poeira num imenso cosmos!

    E aí fica a pergunta: do que serve aquilo pretensamente que temos se o que somos é tão ínfimo?! Pq egos gigantes se na dimensão do todo nada somos?

    Algumas coisas de fato me escapam….

    Abs….e nos vemos no Novo!

    Como mensagem de deixo uma que escrevi e que se chama: “Feliz Olhar Novo” e que está aqui:

    https://madmimi.com/s/69b5d6?o=m

    1. Anna Dutra

      28 de dezembro de 2015 8:57 pm

      Feliz Olhar Novo
      Eliana,

      já tinha comentado aqui mesmo esta tua mensagem (veja aí abaixo nossa “conversa”). Muito bacana.

      Continuo torcendo para que 2016 lave, de enxurrada, as crateras da erosão e deixe somente o húmus trazido pelo aluvião para adubar o tanto de amor que quero semear.

      Feliz Ano Novo!

      https://jornalggn.com.br/blog/eli-rezende/feliz-olhar-novo-0

  3. peregrino

    28 de dezembro de 2015 11:08 pm

    que extasiante desproporção…

    nela podemos sentir que somos alguma coisa e não tudo

    dela podemos extrair a certeza de que somos fortes, mas extremamente frágeis

    que estranho…ser forte mas extremamente frágil

    que extasiante desproporção que só se faz sentir quando se perde………………………………………………

    falo da necessidade de a tudo renunciar, sair do nosso “pontinho”, para entender o que é grandeza

     

    intrigante, para não dizer espantoso, como o resto do universo se liga ao primeiro “pontinho”

    se alguém já percorreu de um ponto ao outro, só pode ser Deus

    ou o Amor

    1. peregrino

      28 de dezembro de 2015 11:12 pm

      muito obrigado pela oportunidade…

      de poder pensar essas coisas partindo de algo tão simples e belo

      1. peregrino

        28 de dezembro de 2015 11:17 pm

        cérebro e mente?

        como, se ante tudo isso são apenas um instante?

  4. peregrino

    28 de dezembro de 2015 11:46 pm

    se o tempo não estivesse fechado…

    eu me mandava para Itatiaia (Simon)

    lua de mel foi lá………………………………..

    hoje, adoro dormir no telhado, parte mais alta de lá, livre de qualquer obstáculo ou com céu aberto por inteiro

    perigo nenhum, porque simplesmente não durmo , volto……………………………..volta como se no mesmo quarto

    que clarão é essse, peregrino?

    clarão? deve ser farol de carro, volte a dormir!

    é clarão sim, peregrino! feixes de luz prateada vindo da janela!

    tá bom! vou ver o que é! vamos lá na janela

    e ao abrir, nos deparamos com algo maravilhoso, extasiante, vindo de Deus e ocupando nosso quarto olhos

    as mais lindas estrelas que já tínhamos visto até então

     

  5. VIXE

    28 de dezembro de 2015 11:51 pm

    Caramba!
    Eu já sabia que eu

    Caramba!

    Eu já sabia que eu era insignificante mas não tinha a dimensão exata disso…kkk

    Mas Henry Poincaré nos mostra que ao mesmo tempo que somos diminutos no corpo, também somos grandes no espírito:

    “”A astronomia é útil porque nos eleva acima de nós mesmos; é útil porque é grande, é útil porque é bela; isso é o que se precisa dizer. É ela que nos mostra o quanto o homem é pequeno no corpo e o quanto é grande no espírito, já que nesta imensidão resplandecente, onde seu corpo não passa de um ponto obscuro, sua inteligência pode abarcar inteira, e dela fluir a silenciosa harmonia. Atingimos assim a consciência de nossa força, e isso é uma coisa pela qual jamais pagaríamos caro demais, porque essa consciência nos torna mais fortes. em O Valor da Ciência (1904) “”

     

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