Assisti todos, mas, na verdade não captei muito bem o elo que os une em trilogia, fiz lá minha suposição. Dois falam de relações familiares, do amor incestuoso entre irmãos, o outro reflete sobre a fé humana e questiona a presença de Deus. Este indica que Deus esteja não onde é buscado por sugestão da Igreja, mas, justamente no Outro, na profundeza dos sentimentos humanos que os interligam, é a verdadeira Religião, um religare. E pergunta _ o que sustenta a vida ? Como todas proposições de Bergman, caracterizam-se pela profundidade, pela escavação dos sentimentos motores da ação que animam a vida. Tem a ver com a visão freudiana, para mim, não a traem, porque a libido, que Freud identificada como sexulidade, não se reduz à mera consumação do ato físico, é algo bem mais amplo, implica no eros. E o silêncio me parece ser a omissão, que existe mesmo, ou que vemos por não observar atentamente os fatos, como só o fez o menino, a criança, que percebeu a presença na morte rondando a tia.
nilccemar
25 de fevereiro de 2014 2:25 amExcelente Fulvia. Obrigada
Excelente Fulvia. Obrigada vou vê-los todos.
Fulvia
25 de fevereiro de 2014 12:04 pmGrata Nice mais umas do
Grata Nice mais umas do genial Bergman.
nina rita
25 de fevereiro de 2014 4:24 pmO que sustenta a vida ?
Assisti todos, mas, na verdade não captei muito bem o elo que os une em trilogia, fiz lá minha suposição. Dois falam de relações familiares, do amor incestuoso entre irmãos, o outro reflete sobre a fé humana e questiona a presença de Deus. Este indica que Deus esteja não onde é buscado por sugestão da Igreja, mas, justamente no Outro, na profundeza dos sentimentos humanos que os interligam, é a verdadeira Religião, um religare. E pergunta _ o que sustenta a vida ? Como todas proposições de Bergman, caracterizam-se pela profundidade, pela escavação dos sentimentos motores da ação que animam a vida. Tem a ver com a visão freudiana, para mim, não a traem, porque a libido, que Freud identificada como sexulidade, não se reduz à mera consumação do ato físico, é algo bem mais amplo, implica no eros. E o silêncio me parece ser a omissão, que existe mesmo, ou que vemos por não observar atentamente os fatos, como só o fez o menino, a criança, que percebeu a presença na morte rondando a tia.