Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
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22 de janeiro de 2014 4:31 pmвітаю (Vitáio = Olá)
Meu avô materno era ucraniano “dos quatro costados”, como diz o Nassif. Mãe Baby e pai Sautchuk.
No arquivo do Estado do Paraná consegui localizar a entrada, em 1894, de Anna Baby, avó de meu avô. Temos uma foto dela na década de 30, já bem velhinha.
Interessante que os ucranianos que chegaram no Brasil nessa época, e foram muitos milhares, vinham com passaporte austríaco ou russo, pois a Ucrânia esteve por muito tempo dividida entre essa duas potências.
A maioria dos que eu conheci, aqui no Paraná, entraram como austríacos, inclusive os Baby e os Sautchuk. Alguns poucos como russos.
Acho que a mesma coisa que acontecia com os árabes, que vinham com documentos do Império Otomano, portanto chamados simplesmente de turcos.
O mesmo aconteceu com muitos poloneses, já que a Polônia também era dividida, mas por três potências: Prússia, Áustria e Rússia.
Apesar disso, meus parentes sempre tiveram bem claro que sua origem era eslava, e não germânica.
Em 1980 eu trabalhava no Banco do Brasil e fui transferido para Prudentópolis. Como eu arranhava um pouquinho da língua ucraniana fui para o balcão de atendimento. Era estranho, pois alguns clientes, embora nascidos no Brasil, simplesmente não falavam quase nada em português. E muitos só sabiam ler em ucraniano.
Lembro-me que numa campanha de captação de RDB o gerente pediu para nós fazermos uns panfletos em ucraniano. Eu guardei um exemplar até alguns anos atrás, mas acabei perdendo.
Em julho de 2012 estive em Kiev e vi com triste surpresa que a língua está bem ameaçada. Os jovens quase só falam russo. Na televisão muitos programas em russo. E até encontrei uma grande manifestação de protesto contra o uso do russo no parlamento. Por incrível que pareça, mas é capaz de que em Prudentópolis e alguns outros lugares do interior do Paraná e Santa Catarina se fale um ucraniano mais puro que na própria Ucrânia.
Nonato Amorim
22 de janeiro de 2014 6:46 pmPRUDENTÓPOLIS
Quem quer saber dessa migração tem que ir à Prudentópolis, cidade do Paraná.
http://www.youtube.com/watch?v=5MeEZs5q7h0
[video:http://www.youtube.com/watch?v=5MeEZs5q7h0%5D
Danilo Prociuk
22 de janeiro de 2014 9:24 pmUcranianos
Meus avós paternos, chegaram ao brasil após a 1a. Guerra mundial que meu avô lutou pelo império austro-hungaro. seu passaporte era romeno e eles chegaram a sp já com 4 filhos.