4 de junho de 2026

Raio X da Migração: os ucranianos

Ontem fiz uma baita mistureba. Mas hoje fica valendo o Raio X dos Ucranianos no Brasil.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. rundfunk hörer

    22 de janeiro de 2014 4:31 pm

    вітаю (Vitáio = Olá)

    Meu avô materno era ucraniano “dos quatro costados”, como diz o Nassif. Mãe Baby e pai Sautchuk. 

    No arquivo do Estado do Paraná consegui localizar a entrada, em 1894, de Anna Baby, avó de meu avô. Temos uma foto dela na década de 30, já bem velhinha.

    Interessante que os ucranianos que chegaram no Brasil nessa época, e foram muitos milhares, vinham com passaporte austríaco ou russo, pois a Ucrânia esteve por muito tempo dividida entre essa duas potências. 

    A maioria dos que eu conheci, aqui no Paraná, entraram como austríacos, inclusive os Baby e os Sautchuk. Alguns poucos como russos.

    Acho que a mesma coisa que acontecia com os árabes, que vinham com  documentos do Império Otomano, portanto chamados simplesmente de turcos.

    O mesmo aconteceu com muitos poloneses, já que a Polônia também era dividida, mas por três potências: Prússia, Áustria e Rússia.

    Apesar disso, meus parentes sempre tiveram bem claro que sua origem era eslava, e não germânica.

    Em 1980 eu trabalhava no Banco do Brasil e fui transferido para Prudentópolis. Como eu arranhava um pouquinho da língua ucraniana fui para o balcão de atendimento. Era estranho, pois alguns clientes, embora nascidos no Brasil, simplesmente não falavam quase nada em português. E muitos só sabiam ler em ucraniano.

    Lembro-me que numa campanha de captação de RDB o gerente pediu para nós fazermos uns panfletos em ucraniano. Eu guardei um exemplar até alguns anos atrás, mas acabei perdendo.

    Em julho de 2012 estive em Kiev e vi com triste surpresa que a língua está bem ameaçada. Os jovens quase só falam russo. Na televisão muitos programas em russo. E até encontrei uma grande manifestação de protesto contra o uso do russo no parlamento. Por incrível que pareça, mas é capaz de que em Prudentópolis e alguns outros lugares do interior do Paraná e Santa Catarina se fale um ucraniano mais puro que na própria Ucrânia.

     

  2. Nonato Amorim

    22 de janeiro de 2014 6:46 pm

    PRUDENTÓPOLIS

    Quem quer saber dessa migração tem que ir à Prudentópolis, cidade do Paraná. 

    http://www.youtube.com/watch?v=5MeEZs5q7h0

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=5MeEZs5q7h0%5D

  3. Danilo Prociuk

    22 de janeiro de 2014 9:24 pm

    Ucranianos

    Meus avós paternos, chegaram ao brasil após a 1a. Guerra mundial que meu avô lutou pelo império austro-hungaro. seu passaporte era romeno e eles chegaram a sp já com 4 filhos.

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