PROTESTE Associação de Consumidores

A dificuldade de contato com as instituições financeiras para obter informações ou tirar dúvidas foi a principal queixa apontada por 34% dos clientes que participaram de pesquisa feita pela PROTESTE Associação de Consumidores. Na avaliação para medir a satisfação com os serviços bancários, que teve 9.892 participantes, 57% afirmaram ter tido algum problema com o banco no último ano.
Há desconhecimento de 21% dos entrevistados sobre quanto pagam pelo pacote de serviços da conta corrente. E dos que afirmaram pagar tarifa, 42% gastam mais de R$ 100 por ano.
Quase metade dos participantes (49%) afirmou ter contratado crédito pessoal. E deste percentual, 53% tem mais de um empréstimo. O novo crédito foi contratado para refinanciar outras dívidas, em 21% desses casos. Outro dado preocupante: 29% dos entrevistados não tinham ideia da taxa de juros que pagavam pelo crédito.
A maior nota dada pelos participantes em relação ao serviço de empréstimo pessoal foi quanto ao tempo para receber o dinheiro (78). Já as taxas de juros ficaram com a menor nota de satisfação (58).
Mais da metade dos entrevistados (60%) possuem mais de um cartão de crédito, sendo que 27% deles gastam de R$ 100 a R$ 499 por mês e 23%, entre R$ 500 e R$ 999. A pesquisa também constatou que 76% deles usaram dois ou mais cartões nos últimos meses para fazer compras. O cartão de crédito é uma das principais causas do endividamento dos brasileiros, e ter mais de um pode dificultar o controle dos gastos.
Quanto aos problemas com cartões de crédito, o percentual ficou próximo a 33% para todos os bancos avaliados, com exceção do Bradesco – 36% dos consumidores da instituição declararam ter tido algum tipo de aborrecimento com o cartão.
A menor nota de satisfação dada pelos entrevistados em relação ao serviço de cartão de crédito foi para os juros e taxas (48).
Na avaliação dos financiamentos imobiliários, o item com a pior nota (51) foi a venda casada imposta pelos bancos para conceder o financiamento, como seguro de vida, residencial e cartão de crédito. Quase metade destes entrevistados fez o financiamento pela Caixa Econômica Federal (49%), seguida pelo Bradesco (39%), Santander (36%) e Banco do Brasil (21%).
A satisfação geral dos consumidores teve média baixa para todas as instituições avaliadas, numa escala de 0 a 100. O Citibank foi o banco com a melhor nota (66) e o Santander, ficou com a nota mais baixa (55).
O estudo analisou a satisfação dos consumidores com os serviços de conta corrente, cartão de crédito, crédito pessoal e crédito imobiliário, com notas que variavam de 0 a 100. Os bancos avaliados foram: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú e Santander.
Luciano Prado
31 de julho de 2014 2:06 pmMalandragem à brasileira
A relação dos bancos com a clientela é deprimente. São poucos funcionários para uma demanda crescente.
Embora a automação tenha vindo para agilizar a vida das pessoas e minorar custos das instituições financeiras o que se verifica são fórmulas que impedem esses avanços.
Reparem na loucura:
Para atender ao que determina leis municipais ou estaduais no que se refere ao tempo razoável de espera para o atendimento nessas instituições o Banco do Brasil, por exemplo, involuiu para não cumprir a lei.
Portais de auto-atendimento para retirada de senhas que deveriam estar livremente à disposição dos clientes para rapidez do atendimento, passaram a ser razão de formação de filas, agora para fora do banco.
O que faz o Banco do Brasil? Coloca atendentes para fazer triagens nesses portais (apenas um ou dois) cuja conseqüência é a formação de filas, mas antes do cliente adentrar formalmente à instituição.
Ou seja, um sujeito que chega ao banco as 10:00 h da manhã não consegue retirar uma senha para atendimento. Fica obrigado a esperar numa fila que demora, não raro, tempo bem superior ao estabelecido pela lei. Isso apenas para pegar uma senha. Só depois (de pegar a senha) o tempo começa a contar para a instituição.
Conclusão à brasileira para “atender” a lei: colocar a fila para fora do Banco.