Os militares e o governo Bolsonaro, por Luis Nassif

No início havia esperança de que os militantes da reserva, que subiram com Jair Bolsonaro, pudessem enquadrá-lo.

De um empresário líder de classe em São Paulo, com bom conhecimento da área militar.

No início havia esperança de que os militantes da reserva, que subiram com Jair Bolsonaro, pudessem enquadrá-lo.

Isso não ocorreu. A grande esperança seria o general Augusto Heleno, tido como de boa formação. Depois, constatou-se que ele é apenas um boa praça, cordato, doce, mas sem disposição de liderar ou dar ordens.

A única grande liderança nas Forças Armadas, me dizia o empresário, era o general Villas Boas, mas que está fisicamente impossibilitado. E o general Hamilton Mourão não é considerado do meio militar. É um outisder que corre à parte. Sempre foi visto como o falastrão amigão. Mas apenas isso.

Os militares da ativa, o Alto Comando incluído, não se consideram parte do governo. São legalistas, se importam apenas com temas militares, como a defesa da fronteira e os avanços tecnológicos, são defensores da Constituição e não pretendem se imiscuir na política. Eles tratam o governo Bolsonaro como um governo civil integrado por militares da reserva.

Por tudo isso, a saída de Bolsonaro – que ele entende como certa, devido ao filho Flávio – não abrirá muitas luzes para a economia.

 

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