Nassif, utilizo esse espaço para deixar registrado, não posso deixar de faze-lo, ta entalado na garganta, algumas observações que ficaram de uma viagem de férias que fiz com a família agora no mês de fevereiro do corrente ano.
O plano da viagem foi sair de Florianópolis com distino a Bonito/MS. Trajeto de ida: Fpolis, Curitiba, Ponta Grossa, pernoite em Maringá, Dourados, Bonito. Tajeto de volta: Bonito, Ponta Porã, pernoite Umuarama, Guarapuava, Irati, São José dos Pinhais, Florianópolis. Foram 9 dias de viagem, eu a esposa e duas filhas.
Bom, essa viagem para a família foi uma aula de geografia e vimos coisas que não se vê em jornais, revistas ou TVs. A primeira observação, que penso ser a mais importante, já que disse respeito a segurança da viagem, é que as estradas estão ótimas, para não dizer excelentes. Asfalto lizinho, tudo a perder de vista. E olha que foram 3500 km. Na verdade, no ponto onde convergem o estado do Parana, São Paulo, e Mato Grosso do Sul, depois de vc passar por uma usina da CHESP, tem uns,…vou dizer por cima,… tem uns 15 km de asflato ruim. Parece ser uma região de preservação permante, por isso desabitada e que pertence ao MS.
Outra questão e essa fica como sugestão para os viajantes, é que os hotéis de 3 e 4 estrelas, estão num preço acessível. Nada que R$ 150,00 não pague para vc dormir e tomar um bom café da manhã. Hotéis nos centros das cidades, próximos de restaurantes, bares e tudo o mais.
Como impressionante ficaram as fazendas de soja e gado, e olha que no norte e oeste do Paraná, sul e oeste de Mato Grosso do Sul, é só fazenda de soja e gado. Vc naõ vê mais nada além do que isso. Pra não dizer que não vi plantação de comida, já no retorno, próximo a Ponta Porã, até observei com a esposa, na faixa de domínio, uns 2 ha de mandioca. E com relação à soja, fica a certeza de que o veneno corre solto, em razão da extensão das áreas plantadas. Ou se não tem veneno a soja é tragênica. E essas extensão de áreas foram observadas em 1,5 dias de viagem ida e 1,5 dias de volta. Todo o trajeto é assim. Tudo mecanizado
Essa coisa das fazendas com soja e gado tudo mecanizado, nos leva a refletir sobre a força do latifúndio, do agronegócio. A coisa é impressionante. Eles estão mais forte ainda. Não há como lutar contra esse sistema que já vem à mais de 500 anos. Estamos encurralados no litoral. Nossas periferias se enchem de famílias, cidadãos que são obrigados a sair daquela região. É uma região que não tem trabalho para quem não tem profissão, uma especialidade.
O que sobra disso, que é a conclusão que faço, é o inchaço das periferias nas grandes cidades. Não acredito que a reforma agrária, como proposta pelo MST, possa se viabilizar na sua totalidade. O PT não vai querer comprar briga com o vespeiro do agronegócio, ja que precisa dele para a governabilidade. A saída nesse momento é o governo chamar esse povo das periferias e buscar alternativas. Esse povo das mobilizações, é com ele que o governo tem atuar daqui pra frente. O PT tem que sair dos escritórios, tem que vir para as periferias e dar vizibilidade a discussões que possam vir a serem feitas. Não vamos diexar essa discussão para os inimigos.
Mesmo com essa última questão posso dizer, em nome da minha família, que a viagem nos mostrou que o Brasil é rico, muito rico. Estamos no caminho certo, de políticas de redução da desigualdade, da probreza.
Marco St.
23 de fevereiro de 2014 3:20 pmEstrada do Pacífico
Aproveitando o tema, outro percurso fabuloso para se fazer e que a mídia nacional (até mesmo a especiializada) ignora totalmente é o percurso Brasil-Peru, através da Estada do Pacífico.
Poucos são os brasileiros que conhecem essa estrada fantástica. Em compensação o número de viajantes europeus e americanos fazendo essa rota não para de crescer.
Fiz essa viagem a pouco mais de 1 ano atrás e recomendo muito. De avião até Boa Vista e depois com carro alugado até o litoral peruano, atravessando amazônia, andes, calor, frio, cusco, machu picchu. Simplesmente espetacular. Vale cada kilometro rodado, as paisagens vão mudando a cada curva.
A estrada é muito segura, vc tem inúmeras opções de estadia e não faltam restaurantes e postos de combustível.
Atenção apenas na questão da altitude. Nos Andes a estrada, sobe, sobe, sobe e sobe.
Os vilarejos perdidos no Peru e seus moradores são um caso à parte. Muitos já estão trocando de vida e começam a investir no turismo.
No link abaixo tem umas dicas e fotos sobre essa viagem:
http://www.penaestrada.blog.br/peru-de-carro-o-que-voce-precisa-saber/
Idiro
23 de fevereiro de 2014 3:25 pmObservações
Murdok,
Não querendo desfazer seu relato, que achei bastante interessante, mas faço duas observações: a primeira é que a região por onde você passou é bastante rica em comparação com à maior parte do País, mas isso você sabe. E a segunda é que, se você foi de Curitiba a Ponta Grossa, você deve ter pago uns 15 reais de pedágio e a estrada não está nada boa, em minha opinião. A faixa da direita, por onde trafegam os caminhões, está toda remendada. Talvez seu carro tenha uma suspensão boa, seja uma hilux ou coisa assim, e você não percebeu. As vezes nessa rodovia eu costumo andar um pouco na faixa da esqueda, que deveria ser somente para ultrapassagens, mesmo não tendo o que ultrapassar, pois essa faixa é melhor. Diria que, pelo preço do pedágio, o asfalto deveria sim estar liso, mas não está.
Flavio Martinho
23 de fevereiro de 2014 4:24 pmIdiro,
`Conheço’ – entre
Idiro,
`Conheço’ – entre aspas porque é no sentido de já passei – este país de leste a oeste e de norte a sul. Todos os Estados e capitais e de carro. É um país rico mas onde ele não se apresenta ‘rico’ é porque as terras não são cultivadas. É o que vemos em ‘todo’ Nordeste, nas Minas Gerais, etc. E não me digam que seja por falta de agua ou porque a terra é ruim. Esses dois itens estão hoje superados. E no Brasil não falta agua e a terra ruim é de quantidade minima. O que há é omissão do poder público – DESE SEMPRE – em não cobrar imposto progressivo de terras ‘abandonadas’. Se houvesse essa cobrança, num instante a ‘reforma agraria’ seria viabilizada pois só teria terra quem tivesse condições ou quisesse explorar/cultivar a terra.
Quanto a estradas, elas estão no geral bem conservadas. É claro que não é do tipo Fifa. Nunca foram mas como estão no momento nunca estiveram. Quanto aquela reportagem do JN de ir de Fortaleza a Brasilia em estrada de chão, isto é, estrada sem asfalto só mesmo no JN. Há mais de vinte anos faço esse trajeto Fortaleza/Brasilia e sempre em estradas asfaltadas.
Carlos Noel Mazia
23 de fevereiro de 2014 10:18 pmFlávio, estou com uma dúvida
Flávio, estou com uma dúvida sobre a possibilidade de cobrança de imposto progressivo de terras ‘abandonadas’. Dúvida devido aos interesses da bancada ruralista. Esta cobrança estaria de acordo com os interesses dos ruralistas ou de quem aspira por reforma agrária que beneficie quem quer trabalhar a terra e não tem condições de adquirir um palmo sequer.
Marcotog
23 de fevereiro de 2014 4:50 pmOutro dia fui a MG de carro,
Outro dia fui a MG de carro, saindo de SP.
Fernão Dias, sinceramente, é uma vergonha. Ondulações até dizer chega, curvas com inclinação negativa, uma lástima. Estradas boas, no Brasil, contam-se nos dedos de uma das mãos. Nem mesmo as pedagiadas de SP podem ser comparadas às rodovias européias.
Valdir Matias
23 de fevereiro de 2014 6:11 pmCompanheiro,
Depedende a
Companheiro,
Depedende a visão que está observando, quem anda da hilux é uma, quem anda de fusca é outra. Assim, sugiro que você faça uma viagem nos lugures onde existe fuscal e não somente kilux.
José Robson
23 de fevereiro de 2014 7:23 pmNão entendi!
Valdir Matias, confesso que não entendi a observação! O post diz respeito a um certo tema, tu viestes com outro. Essa “viagem” pode ser feita por qualquer meio de transporte, inclusive de bicicleta (te digo que és elitista: contrapôs o fusca à bicicleta!) És “troll”?
Spok da Silva
23 de fevereiro de 2014 7:15 pmA série da Globo sobre nossas
A série da Globo sobre nossas estradas tem momentos de completo absurdo. Num determinado momento, depois de percorrerem centenas de km, eles se detêm num depressão no aconstamento da rodovia. E fazem o maior carnaval! Ao transitarem pela 020 entre Ceará e Piauí, há um trecho realmente ruim de cerca de 30 km e eles afirmam ser de 100 km. Passo por lá uma vez por semana. Não tem nada disso.
O objetivo da matéria foi detonar a Copa e prejudicar Dilma. E para isso não medem esforços. Agora, seria demolidor para os tucanos se eles tivessem comparado esses mesmos trechos com a realidade de 2002.
dflopes
24 de fevereiro de 2014 12:48 amconhecer o Brasil de carro…
Nassif,
Minha família gosta de viajar e aproveitando que temos parentes pelo Nordeste, saímos de Belém e já fomos à São Luiz (600km em um dia), Fortaleza (1900km em dois dias) e Natal (2500km em 3 dias), sendo uma capital por ano – quando nosso filho nasceu, só conseguimos ir para o Marajó (cuja passagem ida/volta de balsa tem que ser comprada com duas semanas de antecedência em época de férias).
Temos apenas carro 1.0, e pudemos comprovar que as estradas federais são excelentes, exceto o trecho Sobral-Fortaleza (em 2012) e as rodovias estaduais do Pará e Maranhão (mas que melhoram a cada ano).
Diferente do sul, ao longo da Br-316 ainda tem muita comunidade, vilarejo e hortas familiares – além da criação de bode/cabra.
Mas a qualidade de nossas “paradas” (rodoviárias, restaurantes e pousadas) está aquém das similares de sul/sudeste.
O Brasil é muito grande e levará tempo pra conhecer! Vale a pena pegar o carro e fazer a viagem sem pressa, conhecendo as cidades no caminho.