4 de junho de 2026

Efeito “jet lag” interrompe ritmos de genes em humanos

Jornal GGN – Um novo estudo da Universidade de Surrey, no Reino Unido, descobriu que os ritmos diários de nossos genes são interrompidos quando os períodos de sono são modificados. O resultado da pesquisa foi publicado na edição desta terça-feira (21) da revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.

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Pesquisadores colocaram 22 participantes em um ambiente controlado durante 28 horas, sem um ciclo de luz-escuridão natural. Como resultado, o chamado ciclo de sono-vigília foi adiado por quatro horas a cada dia, levando o sono a vir com 12 horas de atraso em relação ao relógio biológico normal do cérebro e do que seria o “dia normal”. A equipe, então, coletou amostras de sangue para medir os ritmos de expressão gênica dos participantes.

Durante o tempo de ruptura do sono, houve uma redução de seis vezes no número de genes que ocorrem em um ritmo circadiano (com período de aproximadamente 24 horas). Isto incluiu muitos reguladores associados com a transcrição e tradução, indicando uma perturbação generalizada muitos processos biológicos.

O estudo também revelou que os genes podem ser regulados por ciclos de sono-vigília e que são regulados por relógios biológicos centrais. Esta descoberta fornece novas pistas sobre a função do sono como algo separado do relógio circadiano. “A pesquisa pode nos ajudar a compreender os resultados negativos de saúde associados com o trabalho por turnos, jet lag e outras condições nas quais os ritmos de nossos genes são interrompidos”, diz Derk-Jan Dijk, professor do Centro de Pesquisa do Sono da Universidade de Surrey e coautor do estudo.

“Os resultados implicam também que as programações de sono-vigília pode ser usadas para influenciar a ritmicidade em muitos processos biológicos, o que pode ser muito relevante para as condições em que os relógios biológicos são alterados, tais como o envelhecimento”.

Outro pesquisador envolvido no trabalho, Simon Archer, da Faculdade de Biociências e Medicina da Universidade de Surrey, acrescenta: “Mais de 97% dos genes rítmicos ficam fora de sincronia com o sono normal e isso realmente explica por que me sinto tão mal durante o jet lag (descompensação horária resultante de viagens a longa distância, resultando em fadiga), ou quando temos de trabalhar em turnos irregulares”.

Com informações do MedicalXpress.com

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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