Jornal GGN – O Governo Federal deu início à revisão de dois programas voltados ao desenvolvimento da política industrial de microinformática no país. A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), contratada pela Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vai realizar um estudo, a ser concluído em março, que vai fazer um balanço do Programa Federal de Apoio à Indústria de Semicondutores (Padis) e do CI Brasil.
A ideia é identificar os avanços e dificuldades de ambos os programas para embasar propostas para o programa de política industrial TI Maior. De acordo com o especialista em projetos da ABDI, Ricardo Gonzaga Martins de Araújo, a avaliação também faz parte de um grupo de estudos montado na esfera federal para desenvolvimento da política industrial de eletrônicos.
Em geral, são objetivos principais. O primeiro deles é fazer com que as design houses existentes no país, em grande parte criadas pelos programas, se tornem foundries – desenvolvedoras de projetos de semicondutores, mas que detêm a propriedade intelectual e têm aí seu principal ativo. Atualmente, a maior expoente do modelo foundry é a Qualcomm.
As foundries poderiam passar a enviar os projetos para os de fabricantes de semicondutores do país, a SIX e a HT Micron, segundo explicam os especialistas. De acordo com Ricardo Gonzaga Martins de Araújo, a mudança do sócio da SIX, com a saída de Eike Batista e entrada de capital argentino, deve atrasar o início da produção em quatro meses, o que significa inauguração na metade de 2015.
Fábrica de displays
Outro objetivo do governo é retomar as prospecções para a construção de uma fábrica de displays no Brasil, já que o aumento contínuo do consumo de telas planas é um dos importantes fatores para o déficit da balança comercial brasileira de eletrônicos. O governo chegou a tentar convencer a chinesa Foxconn a construir a fábrica de displays, mas teve a proposta recusada. No entanto, segundo o especialista em projetos da ABDI, o cenário favorece a produção local. “Agora, eles já estão aqui, instalados, então é uma coisa gradativa”, diz.
“Precisamos de técnicos capazes, de uma estrutura de capital para atrair o investimento, porque ninguém fará isso sozinho”, afirma Araújo, acrescentando que já há desenvolvimento de displays no CTI de Campinas. “Não é uma mão de obra disponível para montar uma fábrica, mas já há possibilidade de ter formação teórica inicial para então concluir com uma formação fora do país”, complementa. Segundo ele, o governo já vem trabalhando em um plano para atração de uma multinacional, mas sabe que precisa resolver outras questões para garantir a atratividade.
Com informações do Telesíntese.
GalileoGalilei
27 de janeiro de 2014 9:22 pmRevisão de política de semicondutores (displays)
Relembrando que, ao final do goveno FHC, quando a indústria de displays mundial já se encontrava em plena transição para a adoção das telas planas de plasma e/ou de cristal líquido (LCD), técnicos do governo tucano queriam estimular empresas multinacionais para abrir novas fábricas de “moderníssimos” CRTs (ou Tubos de Raios Catódicos).
Felizmente, esse projeto (ao que eu saiba) nunca chegou a sair do papel.
Se alguém lembrar de mais detalhes, agradeceria a complementação deste comentário.
junior50
27 de janeiro de 2014 9:53 pmDisplays
Informação “estranha” sobre a produção de displays, pois na modernização dos Fennec da AVex, a SAGEM (francesa) em parceria com a AEL Sistemas, instalou uma planta/laboratório para confecção destes equipamentos junto a Helibrás.
Assim como na recente aquisição do Gripen NG, já está decidido que ele será equipado com o Only One-Display System, da AEL, desenvolvido, hardware e software no Brasil – o laboratório da AEL em POAlegre, já tem dois completos operando.
Será que o pessoal do PADIS não se comunica eficientemente com o pessoal do INOVADEFESA ?