4 de junho de 2026

Projeto quer popularizar e baratear impressoras 3D

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Jornal GGN – Dois estudantes universitários lançaram um projeto em uma plataforma de financiamento coletivo via internet para viabilizar o desenvolvimento de um novo modelo de impressora 3D mais barata e acessível a um público maior. Chamada de Deltaprintr, a impressora usa linhas de pesca em vez de cintos tradicionais, além de não possuir cabeça de impressão, o que torna o trabalho mais rápido ao tornar mais eficientes seus movimentos.

Outras características do novo modelo é sua fácil expansão, possibilitando a impressão de projetos de objetos mais altos, e a possibilidade de nivelamento do dispositivo, algo que não é comum na maioria das impressoras 3D vendidas no mercado. Mas a principal vantagem do projeto é o preço: completa, o equipamento custa US$ 675 – o que não compromete sua qualidade, já que a impressora em questão tem uma ponta de 4 milímetros e é capaz de resolução de 100 mícron.

Em sua configuração padrão, a impressora permite a impressão objetos de até 12 centímetros de altura, o que pode ser aumentado pelo proprietário bastando substituir as linhas de pesca originais por outras mais longas. Os estudantes Shai Schechter e Andrey Kovalev, criadores do projeto, também prometem a impressão de criações ainda mais altas no futuro, já que há previsão de um modelo com trilhos laterais mais longos.

Por enquanto, o modelo só trabalha com um tipo de material de impressão: o filamento PLA de 1,75 milímetros, ao ao contrário de plástico ABS, usado na maioria das impressoras desse tipo. A vantagem, segundo seus criadores, é que a base da impressão não fica quente e neutraliza riscos de queimaduras, como acontece nas demais. O projeto tinha meta de arrecadar US$ 195 mil, dos quais boa parte já foi obtida. O número de encomendas também superaram as expectativas iniciais.

Com informações do Phys.org

Redação

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2 Comentários
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  1. josé adailton

    23 de dezembro de 2013 9:23 pm

    3D

    FOLHA

    Montadoras usam impressora 3D para fazer carros conceitos

    Engenheiro da Ford mostra peças plásticas feitas em impressora 3D

    http://classificados.folha.uol.com.br/veiculos/2013/12/1389394-montadoras-usam-impressora-3d-para-fazer-carros.shtml

    1. Habib

      27 de dezembro de 2013 10:27 pm

      Não é novidade, na verdade, o uso em prototipagem

      Na verdade, esse uso da “impressão 3D” (nome da moda pra “manufatura aditiva”, o nome técnico) para protótipos não é novo. A tecnologia surgiu pra isso, o nome, inclusive era “prototipagem rápida”. A vantagem é justamente que se produz uma peça em questão de algumas horas enquanto antes eram necessários trabalhos manuais ou gastos absurdos com moldes e afins que muitas vezes teriam que ser descartados.

      A tecnologia é relativamente simples: faz-se um modelo geométrico em um software “CAD”, depois há um processamento desse modelo, que entre outras etapas, “fatia” ele. Aí sim é que se “imprime”: a máquina “imprime” cada uma dessas fatias, como se fosse uma impressora “2d” normal, mas sobrepõe as fatias, uma a uma, até que cria o objeto físico.

      Temos alguns grupos de pesquisa nisso aqui no Brasil. Na UTFPR (antigo CEFET-PR), por exemplo, um grupo está bem próximo da indústria, fazendo diversos protótipos, como esses da foto acima. Há inclusive iniciativas para desenvolvimento de software e hardware para manufatura aditiva.

      A questão é que ainda demora pra essas maquininhas se popularizarem em casa, por vários motivos. Um é a “resolução” das peças que são fabricadas. Como elas são criadas por adição de camadas, acaba ocorrendo um efeito “escada” .. se olhar mais de perto você percebe isso nas peças curvadas … imagina uma imagem de um jogo de atari .. toda quadriculada; é por aí. Outra coisa é que o “espaço” pra impressão ainda é muito pequeno … pouco mais de uma dezena de cm cúbicos; uma peça como essa desse cara da foto deve ter sido feita em vários pequenos pedaços, e depois “colados”. Outro detalhe é que esse “processamento” antes de se imprimir a peça requer conhecimento técnico. Eu simplifiquei, mas não é só “fatiar”: tem que posicionar a peça da melhor maneira, para se equalizar qualidade, tempo de produção, custo, etc.

      Quer dizer que isso nunca vai se popularizar? Já está se popularizando! Hoje existem projetos open source tanto de software quanto de hardware pra essas “bichinhas”… você pode montar uma se quiser, ou comprar por menos de 500 dólares, mas daí a você começar a “imprimir” seus próprios itens de consumo tem um bom chão ainda.

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