Alegre, alto astral. Assim é o novo CD de Leandro Bertolo, por Carlos Motta

Influenciado por compositores/cantores consagrados nos anos 1970, notadamente Djavan, João Bosco e Gonzaguinha, Bertolo passa longe da imitação.

Alegre, alto astral. Assim é o novo CD de Leandro Bertolo

por Carlos Motta

Conhecido “músico da noite” em Porto Alegre, o compositor, vocalista e guitarrista Leandro Bertolo chega ao segundo álbum, “A Flor do Som” (independente/distribuição Tratore), investindo em um trabalho autoral, já disponível nas plataformas digitais e com distribuição nacional em formato CD. Influenciado por compositores/cantores consagrados nos anos 1970, notadamente Djavan, João Bosco e Gonzaguinha, Bertolo passa longe da imitação. Apenas parte da admiração pelos citados para alçar seus próprios voos.

O dom de “hitmaker” fica logo evidente na faixa-título, “A Flor do Som”, parceria com a esposa Bianca Marini. “Estávamos em Gramado, conversando”, diz. “Bianca trouxe um pequeno vaso de vidro em forma de flor, e colocou dentro o celular conectado a um aplicativo. Na variada playlist estava tocando Mozart naquele momento. Ela disse que aquilo era ‘a flor do som’. Eu apenas complementei: ‘A flor do som é Mozart’, e assim nasceu nosso primeiro pop-jazz Djavaneado”!

Partidário da alegria, Bertolo passeia por samba (“Momentos Felizes” e “Canto Forte”), afoxé (“Rotas do Sonhar”), bolero (“Náufragos de Amar”, “Te Espero Na Canção”), choro-seresta (“Darcy Alves”, tributo ao músico gaúcho) e balada (“Adormecido Coração”), respeitando as tradições sem pregar o conservadorismo. Arrisca até um singular bolero-salsa (“Armadilha”), revive a MPB pop oitentista em dueto com a bela musa Bianca (“Luz do Amor”) e mergulha no frevo-axé baiano (“ATKI”).

“Ritmicamente envolvente e repleto de nuances, conduzido pelo canto macio de Bertolo, A Flor do Som é um disco de alto astral, de boas vibrações”, comenta Arnaldo DeSouteiro no texto do encarte. Fiel retrato da alma desse artista sempre tão positivamente emocional e emotivo, que privilegia a felicidade nas temáticas de seus versos. 

Leandro Bertolo

Nos anos 1980, o músico da noite percorreu duas ou três dezenas de casas noturnas de Porto Alegre que contemplam a história cultural e boêmia da cidade. Integrou a banda Conexão, viajando por todo o Rio Grande do Sul, apresentando-se em bailes e casas noturnas. Montou o grupo Estação Hits, cujo tema eram os sucessos da música pop de todos os tempos nas emissoras de rádio. Com direção musical do maestro, pianista e arranjador Luís Henrique New e as parcerias dos irmãos Amauri e Sérgio Copetti, e do guitarrista Tom Martins, a banda atuou nas boas casas e foi atração do Porto Alegre em Cena.

Integrou o Projeto Coisas do Brasil, numa proposta de homenagear os grandes compositores da música popular brasileira, ao lado do baixista Nuno Prestes, do guitarrista Alex Vieira e do baterista Rafa Marques.

O álbum ”Clareza” marca a estreia profissional de Bertolo no cenário da MPB com apresentação do escritor e jornalista Juremir Machado da Silva. O disco foi destaque no ano de 2016 e a aceitação da crítica foi unânime: recebeu quatro indicações para o Prêmio Açorianos de Música 2017 (Melhor Intérprete e Compositor para Leandro Bertolo, Melhor Compositor para Elias Barboza, e Disco do Ano).

Atualmente, é diretor musical do Sarau na Corte, projeto gerenciado pelo Centro de Memórias da Justiça Eleitoral, contemplando datas, eventos e personalidades históricas do contexto eleitoral, com participação de músicos locais, debatedores e palestrantes da literatura e do jornalismo. Em 2017, por solicitação do então Presidente do TRE/RS, Carlos Ciny Marchionatti, Bertolo compôs o hino da Justiça Eleitoral gaúcha, gravado pelo Coral “De vez em Canto” e renomados músicos gaúchos, sob a batuta do maestro Luís André Silva, com arranjo de Luís Henrique New.

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