Crime da Braskem em Maceió vira documentário

Foram 15 mil residências destruídas em 250 hectares e mais de 65 mil moradores expulsos, que até hoje não conseguiram respostas da Braskem para os danos materiais e emocionais.

Jornal GGN – Um caso escabroso envolvendo a Braskem, com milhares de pessoas atingidas, vira documentário. É o caso do afundamento dos bairros em Maceió por ação direta da Braskem. O documentário tem pré-estreia marcada para dia 22 de julho, em São Paulo, no Espaço Corp Tower (Rua Bela Cintra, nº 1200).

Um dos maiores crimes socioambientais do mundo, o filme retrata todos os bairros afetados pelos afundamentos, com o forte sentimento de desamparo pairando pelas imagens. Foram 15 mil residências destruídas em 250 hectares e mais de 65 mil moradores expulsos, que até hoje não conseguiram respostas da Braskem para os danos materiais e emocionais.

O documentário foi produzido pelo argentino-brasileiro Carlos Pronzato e fará uma abordagem dos vários pontos de vista envolvidos no caso. A pré-estreia contará com a presença de movimentos sociais alagoanos envolvidos.

“Lançar o documentário em São Paulo significa fazer ecoar a voz das 67 mil vítimas desse crime para além dos olhos e ouvidos onipresentes da mineradora criminosa em Alagoas, denunciando a proporção inédita de um desastre ambiental que seria um verdadeiro escândalo em qualquer outro lugar do mundo, digno das manchetes dos veículos de imprensa mais importantes do planeta”, diz Carlos Pronzato.

Pronzato relata, em 80 minutos, o drama que atinge as vítimas e o silêncio das autoridades responsáveis. O diretor viveu o drama nos bairros que estão afundando em Maceió – os tradicionais bairros Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Farol, que compõem o Paraíso das Água – e afundam por conta da exploração de 35 minas de sal-gema, feitas pela Braskem, controlada pela Odebrecht e Petrobras. Não houve e não há fiscalização por parte das autoridades e agentes públicos.

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