21 de maio de 2026

Ação militar no Golfo afeta mercados da Ásia e Europa

Operações em áreas de grande produção de petróleo e fechamento do Estreito de Ormuz comprometem abastecimento
Estreito de Ormuz

Operações militares no Golfo e bloqueio do Estreito de Ormuz afetam transporte de petróleo e gás natural.
Irã declarou o Estreito de Ormuz fechado; cinco navios-tanque danificados e 150 embarcações retidas na região.
Preços do petróleo Brent sobem até 13%; bloqueio impacta mercados de gás na Ásia e Europa.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As operações militares em regiões estratégicas para produção e transporte de petróleo podem abrir uma brecha para lucratividade das petroleiras do Ocidente.

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Em análise, a Al Jazeera destaca dois pontos importantes: o ataque militar dos Estados Unidos e Israel contra infraestrutura de energia nos países do Golfo, e o bloqueio do transporte marítimo por meio do Estreito de Ormuz.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) destacou na última segunda-feira que o estreito estava “fechado” e que qualquer embarcação que tentasse passar pela hidrovia seria “incendiada”. Até o momento, pelo menos cinco navios-tanque foram danificados, dois funcionários mortos e cerca de 150 navios presos ao redor do estreito.

O bloqueio do transporte na região fez com que os preços dos contratos futuros de petróleo e gás natural dispararem nas bolsas de commodities, com as cotações dos futuros de petróleo bruto do Brent subindo até 13%.

Atualmente, cerca de 10% dos navios de contêineres do mundo estão envolvidos nos backups mais amplos, e a carga pode em breve começar a se acumular em portos e centros de distribuição na Europa e na Ásia, enquanto navios-tanque estão nas costas dos grandes produtores de petróleo do Golfo.

O Estreito de Ormuz responde pelo transporte de um quinto do petróleo e GNL consumidos globalmente de produtores do Golfo como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. Os mercados de gás na Ásia e na Europa são diretamente afetados pelo bloqueio.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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