Jornal GGN – O desempenho das ações da Petrobras foi um dos fatores de destaque nas operações do dia, em meio a uma agenda com poucos indicadores relevantes e a tensão envolvendo conflitos internacionais.
O Ibovespa (índice de ações da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em alta de 0,51%, aos 56.487 pontos e com um volume negociado de R$ 7,146 bilhões. Com o resultado, o índice passa a acumular ganhos de 1,18% no mês, 9,67% no ano e de 19,12% em 12 meses. As maiores contribuições relativas hoje foram dos papéis PETR4 (+3,10%), (PETR3, +3,65%), ABEV3 (+0,85%), JBSS3 (+3,47%) e BVMF3 (+1,71%).
As operações no mercado doméstico fecharam em alta, puxadas pelo desempenho das ações da Petrobras – segundo informações da agência de notícias Reuters, os papéis avançaram após comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (05), quando sinalizou que pode haver reajuste dos preços da gasolina neste ano. Os investidores também aguardavam a publicação de pesquisa eleitoral nesta quinta-feira.
No setor externo, as bolsas americanas ficaram estáveis. Na Europa, os índices fecharam em queda por conta de tensões na Ucrânia e a queda nas encomendas à indústria na Alemanha.
Quanto aos indicadores divulgados, a produção de veículos apurada pela Anfavea foi de 252.635 em julho, acima dos 215.934 de junho. As vendas de veículos foram de 294.768 em julho, contra 263.564 no mês anterior. Por fim, as exportações de veículos foram de 34.233 no mês passado, acima das 24.199 de junho. O fluxo cambial encerrou julho negativo em US$ 1,791 bilhão, conforme dados do Banco Central (BC).No ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 2,418 bilhões, com superávit de US$ 4,361 bilhões na conta comercial e de um déficit de US$ 1,946 bilhão na conta financeira. Na Alemanha, os pedido os pedidos de fábrica caíram 3,2% em junho, ante consenso de alta de 0,9%.O PMI Varejo da zona do euro veio em 47,6, o que significa retração.
Já a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,4%, cotado a R$ 2,274 na venda. Basicamente, os investidores aproveitavam a recente alta para vender dólares e embolsar lucros – o que ajudou a amenizar a pressão vinda das preocupações com a crise na Ucrânia.
As intervenções do Banco Central no mercado de câmbio também influenciaram o resultado do dólar. A autoridade monetária realizou mais um leilão de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de setembro. Ao todo, foram vendidos 8 mil swaps, sendo 4,2 mil com vencimento em 4 de maio de 2015 e 3,8 mil para 3 de agosto de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 395,8 milhões.
O BC também manteve seu programa de intervenções diárias no câmbio, com as novas regras anunciadas em junho. Foram vendidos 4 mil contratos de swap cambial, sendo 2,5 mil com vencimentos em 2 de fevereiro e 1,5 mil para 1º de junho de 2015, em operação que movimentou o equivalente a US$ 198,6 milhões.
Para quinta-feira, a expectativa é que sejam divulgados os dados do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) referentes ao mês de julho no Brasil. No exterior, serão publicados os números referentes ao seguro-desemprego nos Estados Unidos, a decisão da taxa básica de juros do Banco Central Europeu (BCE), a produção industrial da Alemanha, a taxa básica do Banco da Inglaterra, e a balança comercial da China.
Na temporada de balanços brasileira, são aguardados os números de empresas como Braskem, BM&F Bovespa, Cetip, Marisa, Raia Drogasil e Randon, entre outras.
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