O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reiterou o potencial do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia para setores-chave da economia brasileira — como agropecuária, indústria e serviços — e a necessidade de articulação entre os Poderes para garantir sua aprovação e implementação.
Reunião entre a liderança do Executivo e senadores da Comissão de Relações Exteriores (CRE) teve como objetivo alinhar estratégias para a tramitação do acordo no Congresso Nacional e assegurar o acompanhamento técnico de sua implementação.
Para Alckmin, o tratado representa uma oportunidade histórica, por tratar-se do maior acordo comercial entre blocos econômicos do mundo, com um mercado potencial de US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores.
O vice-presidente sublinhou que o acordo foi negociado com cronogramas graduais de eliminação de tarifas, o que proporciona um período de adaptação para os setores produtivos nacionais, e também inclui mecanismos de salvaguarda — instrumentos que podem ser acionados para proteger indústrias sensíveis diante de choques competitivos.
No Senado, a tramitação do acordo está sendo acompanhada por um Grupo de Trabalho técnico na CRE, que avalia todos os capítulos e anexos do texto, inclusive os impactos regulatórios, prazos de desgravação tarifária e cláusulas de segurança jurídica, como a chamada cláusula de “standstill” — que impede que tarifas sejam elevadas acima dos níveis vigentes.
A expectativa do governo federal, conforme destacou Alckmin, é que a Câmara dos Deputados aprove o tratado ainda em fevereiro, permitindo que o Brasil aproveite as vantagens que ele oferece em termos de acesso ampliado a mercados, geração de empregos, atração de investimentos e estímulo à competitividade das exportações brasileiras, especialmente de produtos agroindustriais e manufaturados.
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