4 de junho de 2026

Banco Central protagoniza “novela” com dólar em 2013

Jornal GGN – Nos últimos 12 meses, a moeda norte-americana oscilou entre 1,9584 reais na mínima de fechamento, atingida em 8 de março, e 2,4512 na máxima, em 21 de agosto. Para evitar problemas ainda mais graves na economia, o Banco Central brasileiro executou intervenções importantes, que até merecem uma espécie de retrospectiva.

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Nos primeiros meses do ano, o BC foi um observador no mercado de câmbio, o dólar era negociado em torno de R$ 2 reais na venda. Entre janeiro e maio, a autoridade monetária fez sete intervenções, ficando ausente do mercado durante todo o mês de abril.

A partir de maio, cresce a pressão sobre o dólar à medida que ganhou força a perspectiva de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, daria início à redução de seu programa de compra de títulos, que injetava US$ 85 bilhões ao ano na economia norte-americana. Parte desses recursos tende a migrar para mercados emergentes em busca de rendimentos elevados.
A divisa norte-americana passou a subir consistentemente ante o real, avançando 7,04% apenas em maio –maior ganho mensal no ano. O BC enfrentou a escalada das cotações ao voltar a intervir fortemente no câmbio, por meio de swaps cambiais tradicionais, equivalentes a venda futura de dólares, e leilões de dólares com compromisso de recompra. Mesmo com intervenções, o dólar manteve trajetória de alta, levando o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, a afirmar que o Brasil teria de conviver com uma taxa de câmbio mais fraca se a então valorização da moeda norte-americana estivesse em linha com outras moedas.

Somaram-se às intervenções do BC outras medidas de incentivo à entrada de recursos no país. Em junho, o governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre posições cambiais vendidas e sobre investimentos estrangeiros em renda fixa. Duas semanas depois, o BC zerou o recolhimento compulsório sobre posições vendidas em câmbio. Mesmo com injeção de um equivalente a US$ 40 bilhões de dólares pelo BC nos mercados, o fortalecimento da moeda norte-americana não deu sinais de trégua e bateu a máxima do ano em agosto.

O BC então anunciou que daria início a um programa de intervenções diárias no câmbio com potencial equivalente a US$ 60 bilhões, atuando em todos os pregões por meio de swaps cambiais tradicionais e leilões de linha até pelo menos o fim do ano. Cotações sofreram um alívio, mas voltaram a surpreender com R$ 2,20, em setembro, voltando aos tempos de turbulência.

 
A autoridade monetária então vendeu apenas parte da oferta total diária de swaps tradicionais. Cresceram as especulações de que o BC poderia não ser tão incisivo nas intervenções dali em diante.
 
Em dezembro, o Fed anunciou o início da retirada do estímulo monetário, reduzindo as compras mensais de títulos em 10 bilhões de dólares, para US$ 75 bilhões de dólares. O Fed sinalizou que manteria as taxas de juros quase zeradas por mais tempo do que o esperado, dando algum alento para os investidores. A moeda norte-americana teve uma reação contida ao anúncio, avançando apenas 0,33% no pregão seguinte. Também neste mês, o BC brasileiro anunciou que estenderá o programa de rações diárias até junho do próximo ano, mas reduzindo a oferta de swaps cambiais para 4 mil contratos ao dia, ante 10 mil, e eliminando os leilões de linha. Ainda assim, deixou aberta a porta para mais intervenções, se necessário. O montante de swaps cambiais ofertados pelo BC deve atingir US$ 120 bilhões até junho de 2014.
 
Neste último dia do ano, o dólar caminhava para fechar 2013 com a maior valorização ante o real desde 2008, ao fim de um ano marcado por incertezas externas e domésticas e pela forte atuação do Banco Central.

Com informações da Reuters e Infomoney.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. Roberto São Paulo-SP 2014

    1 de janeiro de 2014 12:16 am

    Taxa de câmbio

    Gráfico do Yahoo! Brasil-Finanças—-Dólar/Real 29/12/2008 a 30/12/2013

    27/12/2010 R$ 1,6620—–30/12/2013 R$2,3625

    URL:

    http://br.financas.yahoo.com/echarts?s=USDBRL%3DX#symbol=;range=5y;compa

  2. Roberto São Paulo-SP 2014

    1 de janeiro de 2014 12:18 am

    Anulando o efeito do diferencial de juros.

    O Governo da Presidenta Dilma tem realizado uma correção gradual da taxa de Câmbio, sendo 12% em 2011, 10% em 2012, 15% em 2013, ou seja uma correção de 41% com a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional ( CMN ),e mantendo o atual ritmo, teremos uma correção de cerca de 13% em 2014, com o dólar indo para R$ 2,65 no final de 2014.

    Com Isso na prática está anulando o efeito  do diferencial de juros.

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