5 de junho de 2026

Novo programa do BNDES direciona recursos para projetos nas periferias

Programa vai destinar R$ 50 milhões para projetos de inclusão produtiva em favelas e periferias; investimentos podem atingir R$ 100 milhões
Foto: Divulgação/BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oficializou nesta quinta-feira (21/03) o lançamento do BNDES Periferias, projeto que busca apoiar comunidades das periferias brasileiras com foco na promoção da diversidade e redução da desigualdade.

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Lançado em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, o programa tem como foco a geração de trabalho e renda, educação, cultura e inclusão social.

“A iniciativa BNDES Periferias é pioneira no BNDES. Vamos reforçar nossa atuação na redução das desigualdades a partir da estruturação de polos culturais e iniciativas para geração de emprego e renda”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A iniciativa ocorre por meio de chamada pública do Fundo Socioambiental (FSA) do BNDES, que vai destinar R$ 50 milhões não reembolsáveis para projetos de inclusão produtiva urbana em favelas e periferias, em duas frentes iniciais: Polos BNDES de Desenvolvimento e Cultura e Trabalho e Renda da Periferia. Considerando captações de parceiros privados e públicos, os investimentos totais podem chegar a R$ 100 milhões.

No âmbito do Polo BNDES de Desenvolvimento e Cultura, serão criados espaços multidisciplinares de inovação, cultura e geração de trabalho e renda, onde o banco público dará apoio à implantação de espaços adaptáveis, em territórios periféricos, para integração e oferta de serviços à comunidade, como cursos, práticas esportivas e culturais etc.

Cada polo terá característica própria, adaptado para funcionalidades e usos definidos coletivamente pelas comunidades, com base em suas potencialidades e vocações.

A segunda frente, Trabalho e Renda da Periferia, apoiará projetos que visem a realização de capacitação, mentoria e aporte de recursos de “capital semente” para negócios periféricos que priorizem mulheres, jovens e população negra. Neste caso, o foco é contribuir para melhoria do resultado dos negócios, ampliação de mercados e acesso a financiamentos.

Poderão participar da chamada entidades privadas sem fins lucrativos, atuando em rede ou não, que tenham experiência na implantação e operação de projetos similares nos territórios contemplados pela iniciativa. Serão apoiadas as favelas e comunidades periféricas incluídas nos municípios identificados pelo Programa Periferia Viva do Ministério das Cidades.

A chamada desse primeiro ciclo ficará aberta até 31 de maio. As inscrições para apresentação de projetos podem ser feitas clicando aqui.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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