
Jornal GGN – A movimentação do segmento Bovespa chegou a R$ 157,38 bilhões em abril, ficando bem acima dos R$ 143,92 bilhões apurados em março, de acordo com dados divulgados pela BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo). A média diária foi de R$ 7,86 bilhões – o melhor resultado da série histórica iniciada em 2000 –, ante R$ 6,54 bilhões do mês anterior. Ao todo, foram realizados 19.493.103 negócios, ante 20.104.942 no mês anterior. A média diária de negócios atingiu 974.655, ante 913.861 em março.
O Ibovespa encerrou abril com valorização acumulada de 9,93%, aos 56.229 pontos. As ações que obtiveram as maiores altas do Ibovespa no mês foram Petrobras ON (PETR3, com 48,75%), Sid Nacional ON (CSNA3, com 48,62%), Petrobras PN (PETR4, com 34,12%), Light S/A ON (LIGT3, com 30,70%) e Gafisa ON (GFSA3, com 30,23%). Na outra ponta, as maiores baixas ficaram com BR Propert ON (BRPR3, com -19,59%), TIM Part S/A ON (TIMP3, com -9,30%), Gerdau Met PN (GOAU4, com -8,97%), Cyrela Realt ON (CYRE3, com -8,42%) e Fibria ON (FIBR3, com -6,53%).
Em abril, as ações que registraram maior giro financeiro foram Petrobras PN (PETR4), com R$ 18,63 bilhões; Vale PNA (VALE5), com R$ 10,03 bilhões; Itauunibanco PN (ITUB4), com R$ 9,42 bilhões; Petrobras ON (PETR3), com R$ 6,59 bilhões; e Bradesco PN (BBDC4), com R$ 5,23 bilhões.
O valor de mercado (capitalização bursátil) das 358 empresas com ações negociadas na bolsa chegou a R$ 2,44 trilhões. Em março, esse valor era de R$ 2,25 trilhões, referente a 358 companhias.
As 183 empresas integrantes dos Níveis Diferenciados de Governança Corporativa da bolsa (Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado) representavam 67,17% do valor de mercado, 73,56% do volume financeiro e 79,35% dos negócios realizados no mercado a vista. Ao final de março, eram 183 empresas que representavam 68,91% do valor de mercado, 82,23% do volume financeiro e 84,22% da quantidade de negócios.
Em abril, o mercado a vista (lote-padrão) respondeu por 96,5% do volume financeiro; seguido pelo de opções, com 2,8%; e pelo mercado a termo, com 0,7%. O After Market movimentou R$ 524,92 milhões, com a realização de 37.419 negócios.
Ao mesmo tempo, o volume financeiro com empréstimos de ações atingiu R$ 62,01 bilhões, superando a marca de R$ 60,32 bilhões em março. O número de operações foi de 122.240, ante 136.446 no mês anterior.
Estrangeiros seguem puxando mercado doméstico
Os investidores estrangeiros lideraram a movimentação financeira no segmento Bovespa, com participação de 52,15%, ante 54% em março. Na segunda posição, ficaram os investidores institucionais, que obtiveram participação de 27,12%, ante 26,26%. As pessoas físicas movimentaram 14,65%, ante 13,61%. As instituições financeiras 4,74%; ante 4,98%; e as empresas 1,32% ante 1,11% registrados no mês anterior.
Em abril, o balanço da negociação dos investidores estrangeiros na bolsa foi positivo em R$ 7,60 bilhões, resultado de vendas no valor de R$ 78,02 bilhões e de compras de ações de R$ 85,63 bilhões.
As empresas listadas pagaram a seus acionistas R$ 4,12 bilhões. Desse montante, R$ 1,58 bilhão refere-se a dividendos; e R$ 2,20 bilhões a juros sobre capital próprio. Em março, os valores pagos foram de R$ 4 bilhões no total, dos quais R$ 1,34 bilhão refere-se a dividendos e R$ 1,96 bilhão a juros sobre capital próprio.
Segundo os dados divulgados, foram realizados 1.100 negócios com os 68 Brazilian Depositary Receipts (BDRs) Não Patrocinados disponíveis para negociação. Em março, o número de negócios foi de 1.894. O volume financeiro foi de R$ 150,34 milhões, ante R$ 229,05 milhões no mês anterior.
Em abril, foram realizados 120.388 negócios com os 18 ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos de índices) negociados na Bolsa. Em março, o número de negócios foi de 175.175. O volume financeiro, em abril, foi de R$ 2,92 bilhões, ante R$ 3,36 bilhões em março.
Já o mercado de renda fixa privada da Bolsa totalizou R$ 373,77 milhões, ante R$ 19,71 milhões em março.
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