4 de junho de 2026

Bolsa começa a semana em alta de 1,60%

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Jornal GGN – O mercado brasileiro de ações começou a semana em alta, em um dia marcado pela falta de grandes novidades no cenário político e influenciado pela melhora de desempenho nas bolsas internacionais. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 1,60%, aos 49.353 pontos e com um volume negociado de R$ 5,486 bilhões.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, a falta de notícias no cenário político brasileiro ajudou no clima de trégua das operações neste começo de semana. A alta registrada durante o dia foi puxada pelo bom desempenho das ações da Vale, da Petrobras e dos bancos (Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil), que possuem forte peso sobre o Ibovespa.

O papel ordinário da Vale (VALE3) subiu 5,05%, a R$ 19,35, e o preferencial (VALE5) avançou 3,62%, a R$ 15,45. A ação ordinária da Petrobras (PETR3) ganhou 3,77%, a R$ 11,01; e a ação preferencial (PETR4) teve alta de 2,68%, a R$ 9,95. No setor bancário, Banco do Brasil (BBAS3) avançou 2,64%, a R$ 21,02. Itaú (ITUB4) subiu 1,31%, a R$ 28,56. Bradesco (BBDC4) teve valorização de 1,19%, a R$ 25,58.

No exterior, a publicação de dados mais fracos do comércio exterior chinês ajudou a aumentar as apostas de que o país poderá adotar medidas para estimular sua economia.

Pelo lado do câmbio, a cotação do dólar comercial teve a segunda queda seguida, fechando o dia em baixa de 1,86%, a R$ 3,443 na venda. A moeda norte-americana registrou sua maior queda percentual diária desde 10 de julho, quando fechou com perdas de 2,3%.

Em linhas gerais, o dia também foi de poucas notícias relevantes para o mercado, com os investidores estruturando seu posicionamento em meio às preocupações com o cenário político. Nos mercados externos, segue a preocupação com a possibilidade de o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) começar a elevar os juros no mês que vem.

Ao mesmo tempo, o Banco Central seguiu com a rolagem dos contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em setembro, vendendo a oferta total de até 11 mil contratos. A autoridade monetária  já rolou US$ 2,232 bilhões, ou cerca de 22% do total que vence no mês que vem.

Para terça-feira, os agentes aguardam a publicação da primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e do índice de preços ao consumidor medido pelo IPC-Fipe. No setor externo, destaque para o índice de preços ao produtor no Japão e os dados de expectativas na Alemanha. Na agenda de balanços corporativos, espera-se a divulgação dos resultados trimestrais de empresas como BB Seguridade, ABC Brasil, Itaúsa e Paraná Banco.

 

 

(com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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