Jornal GGN – A bolsa de valores teve uma segunda-feira de ganhos uniformes, influenciada pelos ganhos apresentados pela Vale e pelo movimento favorável apresentado no mercado internacional.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou a segunda-feira em alta de 1,79%, aos 54.052 pontos e um volume negociado de R$ 5,018 bilhões. Com isso,o índice acumula ganhos de 4,70% no mês e de 4,94% no ano.
“O Ibovespa abriu ascendente e se manteve em trajetória positiva ao longo de todo o pregão, flutuando na parte da tarde sempre próximo dos 54 mil pts”, diz o BB Investimentos, em relatório. “A grande maioria dos papéis do índice performou com ganhos, mas, foi determinante para a tendência altista do dia o comportamento positivo das ações da Vale, catapultadas por conta de possíveis estímulos do governo chinês para seu mercado acionário e relatório favorável para o setor de mineração divulgado por um agente internacional, depois, pelos papéis da Petrobras e do setor bancário. Os avanços das bolsas em Nova York também ajudaram”.
No caso, o governo da China anunciou que vai aumentar a abertura do mercado do país como parte de um grande plano de reformas, e também prometeu incentivar o investimento de capital no exterior e de estrangeiros para o mercado doméstico.
As ações da Petrobras também se destacaram, com os agentes repercutindo o balanço trimestral divulgado na noite da última sexta-feira. Segundo os dados divulgados, o lucro líquido caiu 29,9% ante igual período de 2013, chegando a R$ 5,393 bilhões.
No Brasil, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 246 milhões na primeira semana de maio e déficit de US$ 20 milhões na segunda. Assim, o saldo positivo acumulado no mês, até o dia 11, passou a ser de US$ 226 milhões, com exportações de US$ 6,224 bilhões e importações de US$5,998 bilhões. O saldo negativo no ano soma agora US$5,340 bilhões, com exportações de US$ 75,536 bilhões e importações de US$ 80,876 bilhões.
Nos Estados Unidos, o déficit orçamentário do governo caiu 37%, para US$306,41 bilhões no ano fiscal entre outubro de 2013 e abril de 2014. O superávit em abril foi de US$106,5 bilhões. Neste período fiscal de sete meses, a receita do governo cresceu 8%, para US$ 1,735 trilhão, e as despesas recuaram 2%, para US$ 2,041 trilhões.
No câmbio, a cotação à vista no balcão subiu 0,09%, a R$ 2,2190. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, o dia foi de calmaria, sem grandes variações.
Para terça-feira, os eventos macroeconômicos vão se concentrar no setor externo. Nos Estados Unidos, serão divulgadas as vendas no varejo, adiantamento das vendas no varejo e o estoque das empresas; na Europa, destaque para as pesquisas de expectativas na Alemanha e na zona do euro, além do saldo em conta corrente na França. Na Ásia, o foco ficará concentrado na China, que divulgará as vendas do varejo e a produção industrial do país em abril.
Quanto à temporada de balanços, serão divulgados os resultados trimestrais de empresas como Cosan, CPFL Renováveis, Magnesita e Tegma, entre outros.
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