
Jornal GGN – O mercado brasileiro fechou as operações em queda pelo terceiro pregão consecutivo, em um dia marcado pelo clima de cautela. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 1,14%, aos 44.747 pontos e com um volume negociado de R$ 4,384 bilhões.
Segundo os analistas do BB Investimentos, o dia foi de cautela nos mercados, que deverá ser a tônica até quarta-feira, quando o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) deverá elevar a taxa de juros depois de quase uma década (a última vez foi em 2006). “Além da espera pelo Fed, também existe a preocupação com os preços das commodities, embora os dados divulgados no fim de semana na China tenham dando um fôlego a esse mercado”, explicam os analistas. Na Europa as bolsas fecharam em baixa, puxadas pelas empresas de energia, e também pela valorização do Euro, que diminui o lucro das empresas exportadoras.
Na Ásia o destaque do final de semana foi a divulgação da produção industrial da China, melhor do que o esperado, o que aponta para uma estabilização da economia do país. A produção industrial do país asiático cresceu 6,2% em novembro sobre o mesmo período do ano passado, ante estimativas de aumento de 5,7%. O Ibovespa, em dia de baixo volume, caiu pelo terceiro pregão consecutivo. Das 63 ações do índice, apenas 16 fecharam em alta. A Vale foi beneficiada pelas notícias da produção industrial melhor do que o esperado na China
A queda foi puxada, principalmente, pelo mau desempenho das ações da Petrobras e dos bancos Bradesco, Banco do Brasil e Itaú Unibanco. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizaram 4,42%, a R$ 16,64. Os papéis do Bradesco (BBDC4) fecharam em baixa de 1,78%, a R$ 20,45. O Itaú Unibanco (ITUB4) teve perdas de 2,36%, a R$ 28,12. Já as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 0,9%, a R$ 8,77, e as preferenciais (PETR4) recuaram 0,55%, a R$ 7,21.
Após chegar a subir mais de 1% durante o dia, a cotação do dólar comercial reduziu a alta e encerrou esta segunda-feira (14) com valorização de 0,32%, a R$ 3,886 na venda. É a terceira alta seguida.
Em dia de poucos negócios, uma maior alta do dólar foi contida pela entrada de recursos externos no país nesta tarde. Investidores evitavam fazer grandes operações antes de eventos importantes no Brasil e no exterior previstos para esta semana, como a reunião do Federal Reserve e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da Lei 1079/50, que define as regras do procedimento de impeachment.
Além disso, o Banco Central brasileiro deu sequência à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos. Até agora, o BC já rolou o equivalente a US$ 5,473 bilhões, ou cerca de 51% do lote total, que corresponde a US$ 10,694 bilhões.
Na terça-feira, a agenda de indicadores será mais movimentada no exterior, com a publicação do índice de preços ao consumidor na Grã-Bretanha; taxa de desemprego na zona do euro; índice de manufatura, e o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos; e os números de arrecadação de impostos no Brasil.
(Com Reuters)
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