
Jornal GGN – O índice de referência do mercado brasileiro de ações encerrou o dia em queda, puxada pela forte desvalorização das ações da Petrobras e o aumento das expectativas quanto aos juros nos Estados Unidos. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 2,87%, aos 48.577 pontos e com um volume negociado de R$ 5,969 bilhões. O índice registrou sua maior queda diária desde o dia 02 de janeiro, quando o índice perdeu 2,99%, e sua menor pontuação desde 10 de março, quando fechou a 48.293,4 pontos.
O desempenho negativo no mercado internacional reforçou a trajetória de baixa vista na bolsa ao longo do dia, uma vez que os dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçaram as apostas de aumento dos juros norte-americanos ainda em 2015.
O destaque de queda ficou com a Petrobras, com o mercado repercutindo a publicação dos resultados no segundo trimestre, quando a estatal reportou uma redução de quase 90% em seus lucros. A ação ordinária (PETR3), que dá direito a voto nas assembleias, desabou 7,42%, a R$ 10,61; a ação preferencial (PETR4), que dá prioridade na distribuição de dividendos, perdeu 6,1%, a R$ 9,69.
Depois de se aproximar de R$ 3,60 no pregão de ontem (6), a moeda norte-americana caiu pela primeira vez em seis sessões, com o aumento da atuação do Banco Central (BC) no mercado de câmbio. A cotação do dólar comercial fechou a R$ 3,508, com queda de R$ 0,029 (-0,83%).
De manhã, a moeda chegou a operar em alta, mas a tendência reverteu-se nas horas seguintes. Na mínima do dia, por volta das 11h50, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,497. Durante a tarde, o ritmo de queda diminuiu, mas a moeda continuou em baixa. A divisa acumula alta de 2,44% em agosto e de 31,95% no ano.
A cotação passou a cair depois que o BC aumentou a atuação no mercado cambial. Nesta sexta-feira, a autoridade monetária leiloou 11 mil contratos de swap cambial, quase o dobro dos 6 mil contratos leiloados nos últimos dias. O swap cambial funciona como uma venda de dólares no mercado futuro e ajuda a segurar a cotação do dólar porque transfere a procura pela moeda norte-americana do presente para o futuro.
O dólar começou a subir desde que a equipe econômica anunciou, há duas semanas, a redução para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública). Para economistas ouvidos pela Agência Brasil, a possibilidade de o país perder o grau de investimento das agências de classificação de risco tem pressionado o câmbio.
A cotação caiu mesmo com dados que mostram a recuperação da economia dos Estados Unidos. Nesta sexta (07), o governo americano informou que a criação de postos de trabalho fora do setor agrícola em julho fez o nível de emprego no país voltar aos níveis de 2008, antes do estouro da bolha imobiliária que resultou na crise econômica global. Os sinais de recuperação econômica indicam que o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) deve iniciar em breve o ciclo de alta dos juros no país.
Para segunda-feira, os analistas aguardam a divulgação dos dados semanais da balança comercial, relatório Focus e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) e o fluxo de veículos apurado pela ABCR. (Com Agência Brasil e Reuters)
Jose Rinaldo
7 de agosto de 2015 11:39 pmBrasil
O Brasil quer o Aécio de Presidente? É isso?
Hcc
8 de agosto de 2015 12:52 amEconomistas
Economista se diverte com estes comentários tão pertinentes e sérios. Eu prefiro comentarista esportivo, perto dos economistas eles são sumidades do comentário valoroso.
Bolsa de valores é uma corrida de cavalos que dispensa cavalos, diria meu prezado Brizola.
Assim Falou Golbery
8 de agosto de 2015 4:27 pmEssa bolsa é apenas para
Essa bolsa é apenas para elite tomar comida dos pobres para luxar. Que exploada!!!!!