4 de junho de 2026

Bolsa fecha em alta pelo terceiro pregão consecutivo

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo, com os agentes acompanhando os debates no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ritmo de impeachment e repercutindo os ajustes dos índices norte-americanos ocorridos na quarta-feira. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 0,55%, aos 45.261 pontos e com um volume negociado de R$ 5,926 bilhões. Com isso, a Bovespa acumula alta de 0,31% no mês. No ano, tem desvalorização de 9,49%.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, o ajuste dos juros nos Estados Unidos impulsionou tanto o setor externo como a bolsa brasileira no começo do dia, ao mesmo tempo em que foi destacada a percepção de que o processo de alta será “gradual”.

O desempenho do indice foi puxado pelo avanço das ações dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco: os papéis do Bradesco (BBDC4) fecharam em alta de 1,53%, a R$ 20,54. Os do Itaú (ITUB4) ganharam 1,71%, a R$ 28,59.

As units (conjunto de ações) do BTG Pactual (BBTG11) fecharam em alta de 7,59%, a R$ 15,60, após o ministro do STF Teori Zavascki suspender a prisão preventiva do banqueiro André Esteves, ex-controlador e ex-presidente do banco de investimentos.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,9%, a R$ 3,889 na venda. Desta forma, a moeda norte-americana apresenta um desempenho quase estável ao longo do mês, com alta acumulada de 0,07%. No ano, a moeda tem valorização de 46,29%.

No exterior, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) elevou os juros e sinalizou que a trajetória de alta da taxa deve ser gradual. Embora uma taxa de juros mais elevada geralmente atraia para os Estados Unidos recursos aplicados no Brasil, operadores acabaram entendendo a decisão como um sinal de confiança na economia norte-americana e reagiram investindo em operações de risco mais elevado.

Por outro lado, os investidores seguiam preocupados com o desenrolar do cenário político e econômico no Brasil, por conta dos rumores envolvendo a saída do governo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e com a avaliação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as regras do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Na véspera, a agência de classificação de riscos Fitch Ratings tornou-se a segunda a retirar o selo de bom pagador internacional do Brasil, argumentando, entre outros pontos, que o processo de impeachment aumenta a incerteza política – tal notícia já era esperada por diversos operadores de mercado.

Em meio a isso, o Banco Central fez um leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra, em operação considerada normal nesta época de fim de ano. A autoridade monetária também deu sequência à rolagem dos swaps cambiais (equivalente à venda futura de dólares) com vencimento em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos.

Para sexta-feira, os agentes esperam pela divulgação da segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), o índice de atividade econômica do Banco Central, a pesquisa mensal de emprego e salário e o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), ambos divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No exterior, destaque para os dados de conta corrente da zona do euro.

 

 

(Com Reuters)

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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