3 de junho de 2026

Bolsa sobe 2,39% e volta ao patamar dos 47 mil pontos

Jornal GGN – O mercado acionário brasileiro retomou o patamar dos 47 mil pontos nesta quinta-feira (06), recuperando-se das perdas contabilizadas no pregão anterior. A movimentação mais favorável nas bolsas dos Estados Unidos, devido aos números favoráveis do mercado do trabalho no país, também ajudou na retomada dos índices.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em alta de 2,39%, aos 47.738 pontos e um volume negociado de R$ 7,234 bilhões. A bolsa acumula alta de 0,21% na semana, mas perde 7,32% no ano e 19,02% em 12 meses. As maiores altas do dia ficaram com as ações da CSN (CSNA3), Sabesp (SBSP3) e Even (EVEN3). Já as maiores baixas ficaram por conta dos papéis da All (ALLL3), Brookfield (BISA3) e BR Malls (BRML3).

“O mercado acionário está bem bipolar”, diz o analista Pedro Galdi, da corretora SLW. “O que tivemos no dia é que os indicadores que saíram vieram bons, e a bolsa se recuperou de um tombo feio, ao longo de uma semana pesada. Os mercados acabaram se recuperando”.

A visão foi confirmada pelo analista Nataniel Cezimbra, do BB Investimentos. “O Ibovespa terminou a quinta-feira em alta, seguindo as principais bolsas norte-americanas (…) com os investidores digerindo o dado do mercado de trabalho da maior economia mundial, que veio melhor do que as expectativas dos economistas e animou os investidores, que voltaram às compras no pregão de hoje”.

Em termos de indicadores econômicos, o setor externo foi o destaque. Foram divulgados nos Estados Unidos os novos pedidos de seguro-desemprego, que foram de 331 mil na semana até 1 de fevereiro, abaixo dos 351 mil da semana anterior e do consenso de 335 mil novos  pedidos. A produtividade da mão de obra norte-americana aumentou 3,2% no quarto trimestre de 2013, abaixo dos +3,6% do trimestre anterior e acima do esperado de +2,5%. A balança comercial norte-americana registrou déficit de US$ 38,7 bilhões em dezembro, contra déficit de US$ 34,6 bilhões em novembro e expectativas de -US$ 36 bilhões.

No câmbio, a cotação fechou o dia em queda pelo terceiro pregão consecutivo: a cotação no balcão caiu 0,71%, negociado a R$ 2,3830. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, as negociações ficaram em linha com o desempenho negativo da moeda no exterior em relação ao visto ante outras divisas emergentes. As notícias de que a presidente Dilma Rousseff decidiu incluir a meta de inflação de 4,5% como compromisso do governo foram bem recebidas, embora a falta de uma data para tal convergência tenha deixado os agentes em alerta. O leilão de swap cambial (que representa a venda futura de dólares) realizado no dia foi igualmente importante para a desvalorização apurada.

Contudo, tudo indica que a sexta-feira promete ser um novo dia de instabilidade, uma vez que a agenda macroeconômica será bastante movimentada. No Brasil, os agentes vão acompanhar a apuração do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de janeiro. No exterior, o foco ficará com os dados do payroll (dados de criação de vagas de trabalho na economia) nos Estados Unidos – Para Galdi, “os dados a serem divulgados não devem vir tão bons, o que deve afetar as negociações por aqui”. Outros números que serão acompanhados são a balança comercial e a produção industrial da Alemanha e na Inglaterra.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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