4 de junho de 2026

Bolsa volta a perder força, e fecha em baixa de 0,78%

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou em baixa pelo terceiro pregão consecutivo, com o índice acompanhando o ritmo de baixa dos mercados internacionais. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 0,78%, aos 48.009 pontos e com um volume negociado de R$ 5,864 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular desvalorização de -1,17% na semana, -5,61% no mês, -3,99% no ano e -13,62% em 12 meses. No índice, os setores com piores performances ao longo do dia foram bancos, petróleo/petroquímico; siderurgia/mineração; e consumo.

O índice chegou a começar as operações, mas o início em baixa das operações nos Estados Unidos acabou por influenciar o desempenho da bolsa, que acabou fechando o dia em seu menor patamar desde 02 de fevereiro deste ano. Em relatório, os analistas do BB Investimentos explicam que o Ibovespa “prosseguiu sendo impactado adversamente pela percepção que a desvalorização cambial da China pesará mais sobre os países emergentes. Os setores de maiores pesos foram decisivos para a baixa no dia, denotando, inclusive, saída de capital externo”. Além disso, amanhã será o último dia para zeragem de posicionamentos no mercado de opções sobre ações, cujo vencimento do exercício findará na próxima segunda-feira (17).

“Em síntese, no mercado externo, houve considerações antagônicas hoje. Os dados da economia norte-americana corroboraram para uma chance maior de elevação de juros pelo Fed em setembro próximo, mas, o discurso do governo chinês, que depreciou sua moeda pelo terceiro dia consecutivo, alegando que era para reduzir a volatilidade nas cotações e citando que não deseja uma guerra cambial, trouxe certo alívio”, pontuam os analistas. Na China, o PBoC (Banco Central chinês) desvalorizou o yuan pelo terceiro dia seguido, fixando a taxa de referência do câmbio (yuan/dólar) em 6,4010, variando -1,11% em relação ao valor de 6,3306 de ontem (a moeda estava em 6,2298 e 6,1162 nos dias anteriores) e acumulando -4,66% neste período.

Nos Estados Unidos, as vendas a varejo variaram +0,6% em julho, ante 0,0% (dado revisto de -0,3%) em junho; já excluindo automóveis e combustíveis, o indicador variou +0,4% em julho, ante +0,2% (dado revisto de -0,2%) em junho. Já as solicitações de seguro-desemprego foram de 274 mil na semana até 8 de agosto, ante 264 mil (dado revisto de 270 mil) da semana anterior, enquanto sua média móvel de quatro semanas cedeu 1.750, para 266.250

– batendo no mais baixo nível desde a semana de 14 de abril de 2000.

Depois de fechar ontem em baixa, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou acima de R$ 3,50 pela primeira vez em uma semana. A cotação do dólar comercial encerrou o dia a R$ 3,514 na venda, com alta de R$ 0,039 (1,13%).

Segundo informações da Agência Brasil, a cotação operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,523. A divisa acumula alta de 2,59% em agosto e de 32,2% em 2015.

Desde que a equipe econômica anunciou, há três semanas, a redução para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), o dólar passou a subir.

Fatores externos também pressionaram o câmbio. Pelo terceiro dia consecutivo, a moeda chinesa desvalorizou-se em relação ao dólar norte-americano.

O banco central chinês descreveu a desvalorização como uma medida para refletir melhor a nova realidade do mercado. Um responsável do banco central chinês garantiu que o yuan permanecerá forte e afirmou que o ajuste iniciado há três dias está basicamente concluído. A decisão da autoridade monetária chinesa fez o dólar subir em todo o planeta.

Para sexta-feira, os analistas aguardam a publicação do IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) e da atividade econômica no Brasil. No exterior, destaque para o índice de preços ao produtor e produção industrial nos Estados Unidos; e o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha, da França e da zona do euro referentes ao segundo trimestre.

 

 

(Com Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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