4 de junho de 2026

Bradesco e Petrobras caem; bolsa tem baixa de 1,43%

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Jornal GGN – O mercado brasileiro começou a semana em queda, influenciada pela desvalorização das ações da Petrobras e do banco Bradesco. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em queda de 1,43%, aos 50.138 pontos e com um volume negociado de R$ 5,179 bilhões.

No caso do Bradesco, os papéis do banco (BBDC4) caíram 3,12%, a R$ 26,43. A desvalorização foi influenciada pelo anúncio da compra das operações do HSBC no Brasil pelo total de US$ 5,2 bilhões, valor acima do esperado pelo mercado. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pode ser concluída até junho do ano que vem.

Já os papéis da Petrobras caíram 5%, após nova queda no preço do petróleo no mercado internacional. Os títulos ordinários (PETR3), se desvalorizaram 5,18%, a R$ 10,98. Os preferenciais (PETR4), perderam 4,57%, a R$ 10,02.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta pela terceira sessão seguida. A moeda norte-americana avançou 0,87%, a R$ 3,455 na venda – voltando a atingir o maior valor de fechamento em mais de 12 anos, desde 20 de março de 2003, quando valia R$ 3,478. A divisa já começa o mês em alta, depois de fechar julho com ganho acumulado de 10,16%. Em 2015, a divisa acumula alta de 29,9%.

O avanço foi diretamente influenciado pela sinalização de que o Banco Central não deve aumentar suas intervenções no câmbio mesmo após a moeda atingir seu valor máximo em 12 anos. Os desdobramentos da Operação Lava-Jato também foram acompanhados, com a prisão do ex-ministro José Dirceu levando a operação diretamente ao centro do governo do ex-presidente Lula.

Diante disso, acredita-se que o término do recesso do recesso parlamentar no Brasil deve retomar os atritos entre o Legislativo e Executivo quanto a aprovação de medidas que integram os esforços para resgatar a credibilidade da política fiscal.

Também contribuiu para a alta da moeda norte-americana o fato de o Banco Central ter reduzido as rolagens (renovações) das operações de swap cambial, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro e que ajudam a segurar a cotação do dólar. No mês passado, a autoridade monetária renovou apenas 60% dos contratos de swap em vigor. Hoje, o BC leiloou 6 mil contratos. O volume correspondeu a US$ 289,6 milhões, ou cerca de 3% do lote para o mês que vem, que equivale a US$ 10,027 bilhões. Caso o BC mantenha o ritmo, será rolado o equivalente a 60% do lote total, fatia aproximadamente igual à rolagem dos contratos para agosto.

Para terça-feira, os agentes aguardam a divulgação dos números da produção industrial brasileira e de encomendas à indústria nos Estados Unidos. na temporada de balanços no Brasil, destaque para os resultados referentes ao segundo trimestre de empresas como Itaú Unibanco, Porto Seguro e Tim.

 

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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