Jornal GGN – A projeção de crescimento econômico para o Brasil foi novamente reduzida nesta terça-feira (21) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Para a instituição, o país deve ter um PIB de 2,3%, diferente dos 2,5% estimados anteriormente.
A atividade brasileira para 2015, ainda segundo o FMI, também sofreu um corte: de 3,5% para 2,8%. Um movimento bastante parecido com o de 2013, cuja expansão antes firmada em 2,5% foi reduzida a 2,3% – já no terceiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto brasileiro apresentava retração, mesmo com a expansão de 2,2% em relação a 2012.
As leituras sobre o relatório Perspectiva Mundial, com as estimativas do Fundo Monetário são bastante parecidas com as recentes pesquisas realizadas entre economistas, como a Focus, que também apontou uma prospecção de expansão de 2,28% em 2013, 2% em 2014 e 2,5% em 2015.
A demanda externa mais forte, ainda segundo a instituição, tanto de chineses quanto de economias mais avançadas, pode ser um fator beneficiário para as economias emergentes.
Quanto ao crescimento global, o fundo monetário afirmou que o ritmo deve ser impulsionado em meio à demanda e aos estoques maiores nas economias desenvolvidas, que ajudaram os mercados considerados emergentes a avançar nos últimos anos. Entretando, o relatório do FMI mostra que as nações mais ricas seguem avançando em patamares inferiores à sua capacaidade total, e o risco de deflação não está descartado.
O FMI coloca os Estados Unidos como destaque para o ano, principalmente depois que as autoridades conseguiram fechar um acordo para redução de parte dos cortes de gastos públicos que comprometiam a demanda doméstica. Também foram vistos prognósticos favoráveis para o Reino Unido, por conta do aumento da confiança e do crédito bataro, e para o Japão – neste casno, o FMI projeta que a injeção de mais incentivos fiscais no país para compensar parte do aumento do encargo sobre consumo, que deve ocorrer em breve.
A perspectiva de crescimento da entidade para a China chega a 7,5% neste ano, e 7,3% em 2015, o que pode ser considerado um dos menores ritmos de expansão para o país em mais de uma década.
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