Jornal GGN – Após ficar relativamente estável em julho, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) retoma a tendência de queda observada desde março deste ano. No trimestre findo em agosto de 2014, o índice recuou 7,3% frente ao mesmo período do ano anterior; em julho, a taxa de variação interanual havia sido de -6,3% na mesma base de comparação.
O resultado decorreu da combinação de piora do quadro atual e melhora das expectativas em relação aos meses seguintes. A taxa interanual trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) passou de -4,7%, em julho, para -4,3% em agosto, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA-COM) passou de uma taxa de -8,9% para -12,1%, respectivamente. Considerando-se comparações interanuais mensais houve piora nos três indicadores-síntese da pesquisa em relação a julho.
“Passado o período de feriados relacionados à Copa do Mundo, a aceleração das vendas em julho e agosto parece ter sido mais fraca que o esperado. Este desapontamento, associado às chances reduzidas de mudanças no curtíssimo prazo, mantém o cenário de baixo crescimento para o setor até o final do ano”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.
O Índice da Situação Atual (ISA-COM), que retrata a percepção do setor em relação à demanda no momento presente, mostra que 11,7% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 29,6%, como fraca, durante a média do trimestre fechado em agosto. No mesmo período de 2013, estes percentuais haviam sido de 16,4% e 23,1%, respectivamente.
Entre julho e agosto, o indicador que mede o otimismo em relação às vendas nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para a melhora relativa do Índice de Expectativas (IE-COM), ao passar de uma variação interanual trimestral de -4,6% para -3,9%. Já a taxa de variação do indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes passou de -4,9% para -4,7%, no mesmo período.
Na base de comparação trimestral, a melhora relativa das expectativas (ainda sob influência do resultado de julho) ocorreu com mais intensidade nos segmentos que observaram as maiores quedas de confiança nos meses anteriores, em especial no item Veículos, Motos e Peças – em que a variação interanual trimestral do IE-COM passou de -9,8%, no trimestre findo em julho, para -5,9%, em agosto – e Material para Construção, com variações de -9,8% e -6,6%, respectivamente. Em agosto, considerando-se a base de comparação mensal, houve piora em todos os segmentos, exceto no de vendas de Material para Construção, em que o IE-COM passou de uma variação de -6,1% para -5,3%.
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