5 de junho de 2026

À frente do Banco do BRICS, Dilma defende fim do domínio do dólar na economia internacional

Dilma Rousseff defendeu uso de "moedas nacionais" para transações internacionais e "economia multipolar"
Foto: Divulgação/X Dilma Rousseff

A presidente do Banco do BRICS e ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, indicou a necessidade do uso de “moedas nacionais” para transações internacionais, o que substituiria a monopolização do dólar.

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A declaração foi divulgada em suas redes sociais, após encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. À frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilmar ressaltou que a Rússia preside, desde janeiro deste ano, o BRICS.

Sem citar diretamente o dólar e o controle dos Estados Unidos na economia mundial, a fala de Dilma Rousseff enfatizou que a ordem internacional, hoje, deve estar adequada ao “mundo multipolar” e à “economia multipolar”.

“Sem uma economia multipolar, a multipolaridade é impossível. Isso se reflete quanto ao papel e o uso das moedas nacionais. O compromisso do NDB tem sido fornecer suporte e recursos aos países membros em suas moedas nacionais, diminuindo riscos para que não sejam afetados pela volatilidade das taxas de câmbio”, escreveu a presidente do NDB.

Dilma referiu-se diretamente ao monopólio da moeda norte-americana nas transações internacionais, que segundo ela deve mudar, falando de “novos centros que possam ajudar a suportar choques e crises globais”.

“Precisamos de uma economia multipolar com novos centros que possam ajudar a suportar choques e crises globais. Isso permitirá reduzir o risco de instabilidade econômica global causada por problemas nas grandes economias”, completou.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de junho de 2024 5:18 pm

    Isso vai enfurecer os gringos. Mas os europeus provavelmente ficarão divididos. Alguns deles se sentirão tentados a enfiar seus punhais nas costas do Tio Sam. E não há nada que a Casa Branca possa realmente fazer. Se tentar segurar o dólar universalizado sanções o resultado será apenas a aceleração do fim do domínio internacional dessa moeda e o colapso imediato do sistema financeiro nos EUA. Não existe nenhum cenário em que os norte-americanos possam preservar sua hegemonia. Resumindo, aplica-se aqui o proverbial mantra “Perdeu, vagabundo.”

    1. Jicxjo

      1 de julho de 2024 11:09 am

      À frente do NDB, Dilma tem justa chance de se vingar do que Democratas e Republicanos lhe fizeram nas C*gadas de Junho via derrame de dinheiro em ONGs picaretas. Hora de se promover um regime change na economia mundial.

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