3 de junho de 2026

Em dia de FOMC e cautela com emergentes, bolsa cai 0,49%

Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou as operações de quarta-feira em baixa, acompanhando o ritmo dos mercados internacionais após o aumento de juros registrado por alguns dos principais bancos centrais de países emergentes, e a expectativa dos agentes em torno da reunião do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos).

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 0,59%, aos 47.556 pontos e um volume negociado de R$ 6,450 bilhões. Com isso, o índice acumula -0,48% na semana, -7,67% no mês, -7,67% no ano e -21,27% em 12 meses. As maiores altas foram as ações da Fibria (FIBR3), Suzano (SUZB5) e Vale (VALE3). Já as maiores baixas ficaram por conta dos papéis das empresas Gafisa (GFSA3), Banco do Brasil (BBAS3) e BM&FBovespa (BVMF3). A bolsa brasileira operou em baixa durante praticamente todo o dia, embora tenha chegado a avançar um pouco devido ao desempenho das ações da Vale, mas o índice acabou perdendo o fôlego na reta final das negociações.

Após uma reunião de dois dias, a autoridade monetária norte-americana decidiu reduzir em US$ 10 bilhões o programa de compra de ativos, para US$ 65 bilhões a partir de fevereiro. Os estímulos serão divididos em US$ 35 bilhões em títulos soberanos e US$ 30 bilhões em títulos lastreados em hipotecas. Segundo o analista Nataniel Cezimbra, do BB Investimentos, “a decisão veio em linha com as expectativas do mercado, apesar do dado fraco do payroll (criação de vagas na economia) de dezembro e da recente turbulência em alguns países emergentes”. Na terça-feira (28), o banco central da Turquia elevou a taxa de juros de uma semana, que será agora a referência, em 550 pontos-base, para 10%, de 4,50% anteriormente. Já a taxa “overnight”, referência anterior, subiu 425 pontos-base, indo de 7,75% para 12%.

Ao mesmo tempo, o Tesouro Nacional divulgou que a dívida pública federal fechou 2013 em R$ 2,122 trilhões, uma alta de 5,72% ante 2012, com a parcela de títulos atrelados à Selic em 19,11% – acima da meta traçada, que ia de 14% a 19%. A meta para este ano é uma dívida de R$ 2,170 trilhões a R$ 2,320 trilhões. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que 2013 foi “um ano excepcional do ponto de vista de gerenciamento de dívida” e que, caso ocorra emissão este ano em favor do BNDES será “bem menor” do que o observado no ano passado.

No câmbio, a cotação do dólar à vista no balcão terminou em alta de 0,37%, a R$ 2,4360. Assim como aconteceu com a bolsa, as negociações com a divisa começaram com um clima de alívio depois do anúncio realizado pelo Banco Central da Turquia, mas as notícias sobre um novo corte dos incentivos nos Estados Unidos acabou norteando as operações, fazendo com que o clima de aversão ao risco afetasse as negociações.

A agenda macroeconômica de quinta-feira será mais movimentada: no Brasil, os agentes vão acompanhar o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao mês de janeiro, além dos números da taxa de desemprego e o índice de preços ao produtor de dezembro e o total consolidado de 2013. No exterior, foco para o PIB (Produto Interno Bruto), dados de consumo pessoal, gastos pessoais e novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos; taxa de desemprego e o índice de preços ao consumidor na Alemanha; o índice de preços ao consumidor e a produção industrial no Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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