10 de junho de 2026

Mudança de bandeira de energia elétrica leva IPCA a fechar em 0,09%

Inflação oficial registra seu menor resultado para o mês de outubro desde 1998; total acumulado em 12 meses chega a 4,68%
Foto de Federica Giusti na Unsplash

▸ IPCA de outubro registra queda de 0,09% devido à redução nos preços de energia elétrica, impactando a inflação acumulada em 3,73% e 4,68% nos últimos 12 meses.▸ Alimentação e bebidas apresentam estabilidade, com destaque para queda nos preços do arroz e leite longa vida, enquanto alimentação fora do domicílio tem alta.▸ Vestuário lidera as altas com variação de 0,51%, impulsionado por calçados e acessórios, enquanto Transportes refletem aumento nas passagens aéreas e combustíveis.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A queda nos preços de energia elétrica levou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) a encerrar o mês de outubro em 0,09%, um recuo de 0,39 ponto percentual em relação a setembro (0,48%) e o menor resultado para o mês desde 1998, quando atingiu 0,02%.

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Com isso, a inflação oficial acumula alta de 3,73% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%, segundo os dados divulgados pelo IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O impacto da energia elétrica (-0,10 ponto percentual) no índice mensal se deve principalmente ao comportamento do item energia elétrica residencial, por conta da mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, ao invés dos R$ 7,87.

Outros destaques negativos são as quedas no aparelho telefônico (-2,54%) e no seguro voluntário de veículos (-2,13%).

Alimentação estável

Categoria com maior peso na formação do índice, o grupo alimentação e bebidas ficou praticamente estável no período e atingiu 0,01% – o menor resultado para o mês desde a deflação de -0,05% vista em 2017.

A alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para as quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Pelo lado das altas, destaque para batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).

Já a alimentação fora do domicílio subiu de 0,11% em setembro para 0,46% em outubro. No mesmo período, o subitem lanche saiu de 0,53% para 0,75%, e a refeição foi de -0,16% para 0,38%.

Vestuário em alta

Pelo lado das altas, a maior variação do mês foi registrada pelo grupo Vestuário (0,51%), puxado pelos calçados e acessórios (0,89%) e roupa feminina (0,56%). No grupo Despesas pessoais (0,45%), o destaque é para o subitem empregado doméstico, que subiu 0,52% e o pacote turístico com alta de 1,97%.

Ao mesmo tempo, o maior impacto na composição do índice ficou com a categoria Saúde e cuidados pessoais (0,41% – 0,06 ponto percentual), influenciado pelos artigos de higiene pessoal (0,57%) e plano de saúde (0,50%).

A variação de 0,11% de Transportes reflete a alta da passagem aérea (4,48%) e dos combustíveis (0,32%). À exceção do óleo diesel que caiu 0,46%, os demais combustíveis apresentaram variações positivas em outubro: etanol (0,85%), gás veicular (0,42%) e gasolina (0,29%).

Na análise regional, os índices apontam que a maior variação foi registrada em Goiânia (0,96%), e as menores variações (-0,15%) foram registradas em São Luís e em Belo Horizonte.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Rui Ribeiro

    12 de novembro de 2025 1:09 pm

    O objetivo da taxa de juros estratosférica é manter a estabilidade da moeda e o poder de consumo dos pobres. Para isso, o BC inibe o consumo dos pobres através da elevada taxa de juros. O discurso e a prática estão se movimentando em sentidos opostos, com o poder aquisitivo dos pobres cada vez menor, apesar da estabilidade da moeda

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