A balança comercial brasileira teve o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, ao apresentar saldo positivo de US$ 9,318 bilhões e corrente de comércio de US$ 66,297 bilhões, um avanço de 17%, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
As exportações brasileiras somaram US$ 37,81 bilhões em outubro de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado. O avanço foi impulsionado pela indústria extrativa, com destaque para o petróleo bruto, cujas vendas externas cresceram 122,6% na comparação anual. As importações avançaram em ritmo menor: chegando a US$ 28,49 bilhões, crescimento de 14,8% sobre outubro de 2025.
O desempenho das exportações foi liderado pela indústria extrativa, que cresceu 53,5% e acrescentou US$ 4,01 bilhões ao resultado do mês. A indústria de transformação avançou 7,7%, com contribuição de US$ 1,31 bilhão, enquanto a agropecuária registrou alta de 12,8%, equivalente a US$ 860 milhões.
No acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras somaram US$ 321,88 bilhões, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 250,84 bilhões, alta de 6,1%. O saldo comercial positivo chegou a US$ 71,04 bilhões, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 572,73 bilhões, avanço de 8,9%.
No período, o crescimento das exportações também foi puxado pela indústria extrativa, com alta de 24,4%. A agropecuária avançou 9,2%, e a indústria de transformação, 6,3%. O petróleo bruto acrescentou US$ 14,22 bilhões às vendas externas acumuladas, consolidando-se como um dos principais motores do resultado comercial brasileiro em 2026.
Entre os produtos, o petróleo bruto teve o maior impacto, com aumento de US$ 4,7 bilhões nas vendas externas. Também se destacaram os óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 164,5% e acréscimo de US$ 1,12 bilhão. Na agropecuária, as exportações de soja cresceram 8,9%, enquanto as vendas de cereais como centeio e aveia tiveram forte expansão.
Na distribuição por destinos, as exportações para os Estados Unidos cresceram 87% em outubro, passando de US$ 2,31 bilhões para US$ 4,32 bilhões. Também houve avanço expressivo nas vendas para países europeus, como Países Baixos, Espanha e França, além de mercados asiáticos como Índia e Indonésia.
A China, principal destino das exportações brasileiras, registrou queda de 5,3% nas compras em relação a outubro de 2025. As vendas ao país passaram de US$ 9,07 bilhões para US$ 8,59 bilhões.
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