A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,45 bilhões em setembro até a quarta semana do mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, as exportações somaram US$ 30,488 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 24,036 bilhões.
Considerando apenas a quarta semana de setembro, as exportações alcançaram US$ 8,809 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 6,410 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 2,399 bilhões. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — foi de US$ 15,220 bilhões na semana.
No acumulado de 2026 até a quarta semana de setembro, as exportações totalizam US$ 281,343 bilhões e as importações, US$ 219,574 bilhões. O saldo positivo chega a US$ 61,770 bilhões, enquanto a corrente de comércio soma US$ 500,917 bilhões.
Exportações avançam mais que importações
Na comparação entre as médias diárias acumuladas até a quarta semana de setembro de 2026 e o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 22,2%, passando de US$ 1,385 bilhão para US$ 1,693 bilhão por dia. As importações também avançaram, mas em ritmo menor: 7,4%, de US$ 1,243 bilhão para US$ 1,335 bilhão por dia.
Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,029 bilhões, alta de 15,2% em relação à média de setembro de 2025. O saldo comercial médio diário ficou em US$ 358,45 milhões.
A alta das exportações foi disseminada entre os principais setores. Na comparação com setembro de 2025, pela média diária, a Indústria Extrativa apresentou o maior crescimento, de 52,2%, com acréscimo de US$ 160,29 milhões por dia.
A Indústria de Transformação teve expansão de 13,8%, equivalente a US$ 105,15 milhões adicionais por dia, enquanto a Agropecuária cresceu 12,8%, com aumento de US$ 38,83 milhões na média diária.
Dentro da indústria extrativa, o principal destaque foi o petróleo bruto, cujas exportações cresceram 89,6%, com aumento de US$ 149,26 milhões na média diária. Também houve forte crescimento nas vendas externas de minérios de cobre e seus concentrados, de 132,5%.
Na agropecuária, as exportações de soja cresceram 21,1%, com acréscimo de US$ 29,74 milhões na média diária. As vendas de café não torrado aumentaram 20,6%, enquanto as de algodão em bruto avançaram 20,8%.
Entre os produtos da indústria de transformação, destacaram-se os óleos combustíveis de petróleo, com alta de 59,2%, e o ouro não monetário, com crescimento de 59,8%. As exportações de celulose também avançaram 44%.
Importações crescem 7,4%
As importações registraram crescimento de 7,4% na média diária em relação a setembro de 2025. A maior contribuição veio da Indústria de Transformação, com alta de 6,8% e aumento de US$ 79 milhões na média diária.
A indústria extrativa apresentou crescimento de 16,5%, com acréscimo de US$ 8,47 milhões por dia, enquanto a agropecuária avançou 15,7%, adicionando US$ 3,4 milhões à média diária.
Entre os produtos importados, os óleos combustíveis de petróleo tiveram alta de 86,4%, com aumento de US$ 57,54 milhões na média diária. Também cresceram as compras externas de máquinas de processamento automático de dados, veículos automóveis de passageiros e componentes automotivos.
Na agropecuária, houve aumento nas importações de frutas e nozes, pescado, soja, cevada e produtos hortícolas. Já na indústria extrativa, as compras de petróleo bruto cresceram 45,3%, com aumento de US$ 10,87 milhões na média diária.
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