3 de junho de 2026

IGP-M sobe 0,46% na segunda prévia de janeiro

Jornal GGN – O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) atingiu 0,49% na análise referente ao segundo decêndio de janeiro, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,54%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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Ao longo do período, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,73% no período de pesquisa, ante 0,62% no mesmo período do mês anterior, por conta do avanço apurado pelo grupo Transportes (de 0,51% para 1,07%), afetado pelo aumento do item gasolina, cuja taxa passou de 1,58% para 2,52%.

As outras classes de despesa que avançaram no período foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,89% para 1,56%), Alimentação (de 0,86% para 0,98%), e Despesas Diversas (0,73% para 1,04%), devido ao desempenho dos itens cursos formais (de 0,00% para 3,14%), carnes bovinas (de 1,13% para 2,84%) e cigarros (de 1,06% para 2,12%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que avançaram no período de análise foram Habitação (de 0,49% para 0,37%), Vestuário (de 0,58% para 0,10%), Comunicação (de 0,32% para 0,05%), e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,48% para 0,46%).

Nestes grupos, destacam-se os itens tarifa de eletricidade residencial (de 1,16% para -0,12%), roupas (de 0,66% para -0,12%), tarifa de telefone móvel (de 0,71% para 0,09%) e salão de beleza (de 1,62% para 0,62%), respectivamente.

Segundo a pesquisa, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,36% no segundo decêndio de janeiro, ficando abaixo dos 0,56% registrados no mesmo período do ano anterior. A avaliação por categorias mostra que a variação dos Bens Finais avançou de 0,08% para 0,25%, sendo que boa parte do avanço foi puxada pelo subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,50% para -1,85%. No caso do grupo Bens Intermediários, o indicador subiu de 0,40% para 0,64% em janeiro, com destaque para o subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de -0,13% para 1,11%.

Já o indicador relacionado a matérias-primas brutas caiu de 1,28% em dezembro para 0,16%, sendo que os itens que mais influenciaram tal desempenho foram soja em grão (de 2,68% para -3,74%), leite in natura (de -0,91% para -5,02%) e laranja (de 11,91% para 4,13%). Em sentido oposto, os destaques ficaram com minério de ferro (de 0,59% para 1,84%), café em grão (de 4,32% para 10,19%) e bovinos (de 1,16% para 1,93%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou de 0,26% em dezembro para 0,53% em janeiro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços atingiu 0,29%. No mês anterior, a taxa foi de 0,24%. O índice que representa o custo da Mão de Obra chegou a 0,74%, acima dos 0,28% registrados em dezembro.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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