Jornal GGN – A quantidade de dívidas que estão em atraso há mais de 90 dias subiu 7,84% em janeiro deste ano em relação ao visto no mesmo período de 2013, segundo dados divulgados pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).
Seguindo a mesma comparação, o volume de vendas parceladas realizadas pelos comerciantes em janeiro confirmou tendência de alta e também subiu 5,07%. Embora o indicador tenha interrompido a sequência de desaceleração da inadimplência iniciada em abril, ele atingiu seu menor índice para o mês de janeiro, de acordo com a série histórica. Já em relação a dezembro de 2013, a quantidade de dívidas em janeiro no banco de dados do SPC diminuiu 2,28%, a menor taxa registrada desde fevereiro de 2013. Na avaliação do SPC Brasil, esse resultado de queda reflete o pagamento de contas que aconteceu em dezembro, fazendo com que o número de dívidas em atraso em janeiro fosse menor.
O número de cancelamento de registros de inadimplência, que reflete a recuperação de crédito no varejo e a quitação de dívidas em atraso, foi positivo em janeiro de 2014 e apresentou uma alta de 9,12% sobre o mesmo período de 2013. O resultado está relacionado com a queda no número de registros, considerando a mesma base de comparação. Já na comparação mensal, o indicador em janeiro fechou em queda de -9,89%.
Em nota, o presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior, explica que janeiro é um mês em que a inadimplência normalmente avança. “É um período em que o consumidor deixa de pagar muitas contas por causa do período de férias e por conta dos vários gastos que teve no final de dezembro. Mesmo assim, o crescimento foi menor do que nos anos anteriores”, avalia.
Pellizzaro ressalta que o cenário econômico atual é de elevação da taxa básica de juros, maior seletividade na oferta de empréstimos por parte dos bancos e de menor confiança dos comerciantes varejistas. “Este panorama econômico faz com que o consumidor nos próximos meses tenha mais dificuldade para tomar crédito e fique mais atento na hora de pagar os compromissos. O arrocho na oferta de empréstimos deve conter qualquer movimento de alta na inadimplência em 2014, que deve continuar estável, mas em patamares historicamente baixos”, analisa o presidente da CNDL.
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