21 de maio de 2026

Indústria brasileira recua 0,4% em setembro, diz IBGE

A produção industrial se mantém 2,3% acima do patamar pré-pandemia, mas o acumulado de 12 meses mostra perda de ritmo frente a agosto
Foto de Ümit Yıldırım na Unsplash

▸Produção industrial brasileira recua 0,4% em setembro, revertendo avanço anterior. Setor se mantém 2,3% acima do nível pré-pandemia e 14,8% abaixo do recorde de 2011.

▸Setor industrial avança 1,0% no acumulado do ano e 1,5% em 12 meses, perdendo ritmo em relação aos meses anteriores. Destaque para queda em segmentos como indústria farmacêutica e automobilística.

▸Produção industrial sobe 2% em setembro de 2024. Destaque para crescimento em produtos alimentícios e indústrias extrativas, mas impactos negativos em produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A indústria brasileira encerrou o mês de setembro com uma retração de 0,4%, eliminando assim parte do avanço de 0,7% apurado em agosto, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com setembro de 2024, a produção industrial cresceu 2%.

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Com isso, a produção industrial se encontra 2,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), e 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial avançou 1,0%, e, em 12 meses, 1,5%, em um sinal de perda de ritmo frente aos resultados de agosto (1,6%), julho (1,9%), junho (2,4%) e maio de 2025 (2,8%).

Em nota, o gerente da pesquisa, André Macedo, destaca o comportamento “predominantemente negativo” visto na indústria no período de abril a julho, acumulando no período uma perda de 1,3%.

“No resultado de setembro, o setor industrial voltou a registrar perda, influenciada, principalmente, por segmentos de peso na estrutura industrial que apresentaram recuos relevantes na produção: indústria farmacêutica (medicamentos), setor extrativo (óleos brutos de petróleo) e indústria automobilística (automóveis e autopeças), que, em conjunto, respondem por aproximadamente 23% do total da indústria geral”, destacou.

Indústria farmacêutica puxa queda no período

Segundo o IBGE, houve redução na produção em 12 das 25 atividades industriais na passagem de agosto para setembro, sendo que as influências negativas mais importantes foram dos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), indústrias extrativas (-1,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,5%).

Entre as treze atividades que mostraram avanço na produção, a de produtos alimentícios (1,9%) exerceu o principal impacto na média da indústria, e já acumula um crescimento de 4,4% ao longo de três levantamentos.

Outras influências positivas vieram de produtos do fumo (19,5%), de produtos de madeira (5,5%), de produtos de borracha e de material plástico (1,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,7%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (2,0%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (2,3%), de bebidas (1,1%) e de metalurgia (0,5%).

Produção industrial sobe 2% na comparação com setembro de 2024

Na comparação com setembro de 2024, o setor industrial assinalou expansão de 2,0%, com resultados positivos em 2 das 4 grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 45 dos 80 grupos e 53,0% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (7,1%) e indústrias extrativas (5,2%).

Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (10,2%), de celulose, papel e produtos de papel (5,9%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (12,0%), de impressão e reprodução de gravações (26,0%), de máquinas e equipamentos (4,7%), de produtos têxteis (11,8%), de produtos do fumo (35,0%), de outros equipamentos de transporte (8,6%) e de produtos de borracha e de material plástico (3,1%).

Por outro lado, entre as nove atividades que perderam força na comparação com setembro de 2024, a indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,2%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria.

Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de produtos de metal (-4,0%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,4%) e de produtos de madeira (-9,5%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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