21 de maio de 2026

Indústria brasileira recua 1,2% em dezembro, aponta IBGE

Queda foi a mais intensa desde julho de 2024 e atingiu a maioria dos ramos industriais, com destaque para veículos e produtos químicos
Foto de Chevanon Photography via pexels.com

Produção industrial brasileira caiu 1,2% em dezembro de 2025 frente a novembro, maior queda desde julho do mesmo ano.
Quatro grandes categorias e 17 dos 25 ramos industriais apresentaram recuo, com destaque para veículos e produtos químicos.
Comparado a dezembro de 2024, indústria avançou 0,04%, com alta em bens de consumo semi e não duráveis e queda em bens de capital.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A produção da indústria brasileira recuou 1,2% no mês de dezembro em relação ao apurado em novembro, segundo dados da série com ajuste sazonal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta foi a redução mais expressiva apresentada pelo indicador desde julho de 2024, quando a redução foi de -1,5%.

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com esses resultados, a produção industrial se encontra 0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Segundo o IBGE, a análise mensal destaca que as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (17) dos 25 ramos pesquisados mostraram recuo na produção.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%).

Outras contribuições negativas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,2%), produtos de minerais não metálicos (-6,6%), máquinas e equipamentos (-4,6%), produtos têxteis (-9,0%), produtos de borracha e de material plástico (-2,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%).

Por outro lado, entre as oito atividades que mostraram avanço na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,4%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu três meses seguidos de recuo, período em que acumulou perda de 5,0%.

Vale destacar também os impactos positivos assinalados pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,7%) e de indústrias extrativas (0,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com novembro, na série com ajuste sazonal, bens de capital (-8,3%) e bens de consumo duráveis (-4,4%) assinalaram as taxas negativas mais acentuadas em dezembro de 2025.

Os setores produtores de bens intermediários (-1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) também mostraram recuo nesse mês.

Indústria avança 0,4% ante 2024

O comparativo com os dados de dezembro de 2024 mostra que a indústria brasileira avançou 0,04%, encerrando dois meses consecutivos de taxas negativas: novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial apresentou resultados positivos em 1 das 4 grandes categorias econômicas, 10 dos 25 ramos, 33 dos 80 grupos e 47,3% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (7,0%), produtos alimentícios (5,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (28,6%).

Outros segmentos com resultados positivos foram: produtos de borracha e de material plástico (4,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,7%), produtos diversos (11,0%), máquinas e equipamentos (2,4%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (6,3%).

Entre as quinze atividades que apontaram redução na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,6%), produtos químicos (-7,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-8%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo semi e não duráveis (5,0%) apontou, em dezembro de 2025, a única taxa positiva entre as grandes categorias econômicas, enquanto os segmentos de bens de capital (-7,5%), bens de consumo duráveis (-3,5%) e bens intermediários (-0,9%) assinalaram as taxas negativas nesse mês.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Manoel Batista Correia

    4 de fevereiro de 2026 10:01 am

    Mas é claro que recuou em dezembro, mês de férias coletivas e recessos de final de ano!!!
    Só para criar climão, é isso???

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