21 de maio de 2026

Inflação acelera em fevereiro e pesa mais para famílias de renda alta, diz Ipea

Educação e passagens aéreas impulsionam inflação de famílias ricas; energia e alimentos afetam faixas de renda mais baixa
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Inflação acelerou em fevereiro de 2026 no Brasil para todas as faixas de renda, com alta mais intensa na renda alta.
Alimentos, energia e medicamentos pressionaram famílias de baixa renda; mensalidades e passagens aéreas impactaram renda alta.
Em 12 meses, inflação acumulada é menor para renda baixa (3,2%) e maior para renda alta (4,6%), segundo Ipea.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A inflação voltou a acelerar em fevereiro de 2026 para todas as faixas de renda no Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O avanço, porém, foi mais intenso entre as famílias de renda alta, cuja inflação saltou de 0,18% em janeiro para 1,15% em fevereiro.

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Segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, as famílias de renda muito baixa registraram inflação de 0,50% no período, acima dos 0,31% observados em janeiro, mas ainda abaixo da média do IPCA do mês, que ficou em 0,70%.

Os principais fatores de pressão inflacionária variaram conforme a renda. Entre as famílias de menor poder aquisitivo, a alta dos alimentos consumidos em casa, dos produtos farmacêuticos e das tarifas de energia elétrica teve maior impacto sobre o orçamento.

Para as classes de renda mais elevada, os aumentos das mensalidades escolares, que subiram 6,2%, e das passagens aéreas, com alta de 11,4%, explicaram boa parte da aceleração da inflação.

De acordo com o Ipea, os grupos educação, transportes e saúde e cuidados pessoais lideraram as pressões inflacionárias em fevereiro. No setor de educação, além das mensalidades escolares, houve reajustes em cursos preparatórios e de idiomas. Nos transportes, as tarifas aéreas e os aumentos no transporte urbano compensaram as quedas nos preços da gasolina e do gás veicular.

No acumulado de 12 meses, a inflação continua mais baixa para as famílias de renda muito baixa, em 3,2%, enquanto a faixa de renda alta registra a maior taxa, de 4,6%.

Na comparação com fevereiro de 2025, houve desaceleração da inflação para quase todas as faixas de renda, com exceção das famílias mais ricas. O comportamento mais favorável dos alimentos no domicílio e o reajuste menos intenso da energia elétrica ajudaram a aliviar a pressão inflacionária sobre as classes de menor renda.

Além de alimentos e habitação, os grupos de transportes e saúde acumulam forte impacto inflacionário nos últimos 12 meses, especialmente entre as famílias de renda baixa e média. Entre os itens que mais pesaram estão energia elétrica, aluguel, alimentação fora do domicílio, transporte por aplicativo, planos de saúde e medicamentos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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