Creio que nos últimos 15 anos houve uma relação mais que direta entre os juros, câmbio e o crescimento do PIB, ocorreu situações em que mesmo com a elevação brutal dos juros da Selic, ocorreu um alta significativa do dólar no Brasil, o que permitiu que as empresas instaladas no Brasil possam competir com os importados e melhorar as exportações.
Segundo o BACEN, no período de 1/7/96 a 4/3/99, o COPOM fixava a TBC e, a partir de 5/3/99, com a extinção desta, passou a divulgar a meta para a Taxa SELIC para fins de política monetária.
Em 1997 o PIB cresceu 3,4%, os juros inciou em 22% ao ano , subiu para 26% ainda em janeiro e foram reduzidos gradualmente para 19% ao ano até outubro, quando dispararam para 45% ao ano fechando o ano de 97 em 38% ao ano.
Em 1998, o PIB ficou em 0%, os juros permaneceram elevados, iniciando acima de 40%, recuando para 20% e subiu para 42% e fechou o ano em 30%.
Em 1999 o PIB cresceu 0,3%, os juros permaneceram elevados, inciando em 30%, aubiu até 45% ao ano, e depois foram sendo reduzidos fechando o ano em 19% ao ano.
Em 2000 o PIB cresceu 4,3%, os juros ficaram em um patamar significativamente menor do que em 1998 e 1999, inciaram em 19% ao ano, e foram reduzidos gradualmente e fecharam o ano em 16%.
Em 2001 , o PIB cresceu 1,3%, os juros inciaram em 16% ao ano , foram reduzidos para 15%, mas a partir de março foram elevados gradualmente fechando o ano em 19% ao ano.
Em 2002, o PIB cresceu 2,7%, os juros ficaram praticamente estáveis em 19% e 18% até outubro, quando subiram para 21% ao ano e fecharam o ano em 22% ao ano.
Em 2003, o PIB cresceu 1,1%, os juros inciaram em 22%, subiram para 26,5% ao ano até junho, em julho inicou um processo de redução de juros que fechou o ano em 16,5%.
Em 2004, o PIB cresceu 5,7%, os juros ficaram em um patamar significativamente menor do que 2003, inicando em 16,5% ao ano, ficando praticamente estável fechando o ano em 17,25%.
Em 2005, o PIB cresceu 3,2%, os juros iniciaram em 17,25% e subirarm gradualmente para praticamente 20% até junho, em setembro foi iniciado umprocesso de redução de juros, que fecharam o ano em 18,5% ao ano.
Em 2006, o PIB cresceu 4%, os juros iniciaram em 18,5% ao ano, e foram reduzidos significativamente e fecharam o ano em 13,25% ao ano.
Em 2007, o PIB cresceu 6,1%, os juros inicaram em 13,25% e foram reduzidos graduamente, e fecharam o ano em para 11,25% ao ano.
Em 2008, o PIB cresceu 5,2%, os juros ficaram estáveis até abril, quando inciou um processo gradual de aumento de juros, que foi acelerado em julho e setembro, fechando o ano em 13,75%, mesmo com a quebra do Lehman Brothers, espantoso e inacreditável.
Em 2009, o PIB ficou em -0,3%, os juros inciaram em 13,75%, e foram reduzidos gradualmente para 8,75% até julho(estavámos no período crítico depois da quebra do Lehman Brothers), ficando estável em 8,75% até o final do ano.
Em 2010, o PIB cresceu 7,5%, os juros iniciaram em 8,75%, de abril até julho os juros subiram 10,75%, ficando neste patamar até o final do ano.
Em 2011, o PIB cresceu 2,7%, os juros iniciaram em 10,75%, mas de janeiro até julho os juros subiram para 12,5%, no final de agosto foi inciado um processo de redução de juros que fecharam o ano em 11%.
anexos:
Indicadores econômicos de 6 de junho de 2012
XLS – 33 Kb
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