4 de junho de 2026

Mantega diz que ajuste da S&P teve efeito “nulo”

Jornal GGN – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ironizou, durante audiência em duas comissões da Câmara dos Deputados, a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de rebaixar a nota do Brasil em março. Ao falar à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e à Comissão de Finanças e Tributação, ele destacou que, mesmo com o anúncio, o efeito da mudança ao mercado financeiro foi nulo.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“O rebaixamento foi nulo em relação aos mercados. Não aconteceu nada e houve valorização do real. [O rebaixamento] foi solenemente ignorado. Garanto que vamos cumprir 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), ao contrário do que pensa a Standard & Poor’s. Ninguém mais lembra dessa classificação que não teve nenhuma importância para a economia brasileira”, disse. Mantega foi convidado às comissões para falar sobre a aquisição, pela Petrobras, da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos; os rumos da política econômica do governo e o rebaixamento da nota do país pela agência de classificação de risco.

O ministro da Fazenda disse que a economia brasileira está “sólida” que o governo tem reduzido os níveis de endividamento. Para ele, houve uma redução na arrecadação, mas como necessidade de uma política anticíclica para combater a crise. “O Brasil realiza um dos maiores superávits primários do mundo e nossa dívida líquida vem caindo ao longo dos anos. Trabalharemos para que isso continue acontecendo no futuro”, disse.

No entender do ministro, tão importante quanto manter o controle fiscal é manter a inflação sob controle. Ele citou que nos últimos anos houve pressão adicional nos preços devido à seca nos Estados Unidos, que elevou o valor de grãos, além da seca em outros países, que se somaram à desvalorização do real.

“Não tivesse havido a desvalorização do real, nós teríamos uma inflação menor. Mesmo assim nós podemos ver que a inflação está sob controle e não ultrapassará os limites. E, mesmo com a pressão em março, está em queda”.

O ministro evitou falar no caso Pasadena, mas destacou o plano de negócios da Petrobras de mais de US$ 230 bilhões que, segundo ele, é um dos maiores do mundo. “Isso mostra como vem sendo tratada a receita da empresa. O faturamento foi expressivo, chegou a R$ 300 bilhões, mas a produção de petróleo e derivados aumentará. Vamos aumentar o faturamento da empresa e ter uma produção cada vez maior”.

 

As informações são da Agência Brasil.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. LC

    14 de maio de 2014 8:18 pm

    Ninguém mais lembra…

    ..dessa classificação que não teve nenhuma importância para a economia brasileira”

    É, ninguém mais lembra, a não ser ele próprio, que menciona um assunto que já estava esquecido. Esse é o nosso increditável, sempre errando previsões, ampliando incertezas, e lembrando a todos que a hora dele pular fora já passou há muito tempo.

Recomendados para você

Recomendados