4 de junho de 2026

Maranhão e Amapá puxaram endividamento em abril

Jornal GGN – Os estados do Maranhão e do Amapá foram os que apresentaram a maior variação do número de consumidores inadimplentes no Brasil, com um crescimento de 13,21% e de 13,20%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o índice mensal de inadimplência regional calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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Dentre os cinco estados que registraram o maior crescimento da inadimplência, dois são da região Nordeste – Maranhão (13,21%) e Rio Grande do Norte (11,70%) – dois são da região Norte – Amapá (13,20%) e Acre (12,42%) ,- e um é da região Sul – Paraná (12,74%).

Considerando que a média nacional aponta um crescimento de 8,60%, nove Estados apresentaram um ritmo de avanço menor do que a média: Paraíba (8,57%), Alagoas (8,04%), Rio Grande do Sul (7,92%), Rio de Janeiro (7,70%), Mato Grosso (7,58%), Pará (7,11%), São Paulo (6,96%), Amazonas (5,66%) e Espírito Santo (5,46%).

O indicador mostrou queda do número médio de dívidas nas cinco regiões analisadas, refletindo o crescimento mais acelerado do número de pessoas inadimplentes em comparação com o avanço do total de dívidas em atraso. “O cenário atual é de mais critério para concessão de crédito. Por isso, as empresas estão menos dispostas a conceder crédito a quem já tem uma dívida em atraso. Com isso, o número médio de dívidas por pessoa inadimplente está caindo em todas as regiões”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, em relatório.

O Sul do país continuou a apresentar o maior número médio, com um total de 2,242 dívidas por pessoa inadimplente, enquanto a região Norte registrou o menor número médio, com 1,930 dívidas por inadimplente.

Santa Catarina (2,50), Sergipe (2,21) e Goiás (2,20) lideram como os Estados em que cada consumidor inadimplente possui o maior número de dívidas atrasadas. Já os estados do Maranhão (1,83), Roraima (1,85) e Mato Grosso do Sul (1,81) apresentam as menores médias nacionais. 

Na análise por setor, os dados mostram que as dívidas bancárias são mais representativas na Região Sudeste (54%), enquanto que, no Norte, a participação dessa categoria de inadimplemento representa 31%. “Os dados confirmam uma maior bancarização nas regiões Norte, onde o setor que concentra a maior parte das dívidas é o comércio”, afirma Luiza Rodrigues.

A análise setorial mostra que as dívidas com o setor de bancos mostraram crescimento em todas as regiões, com a maior alta de 7,51% no Nordeste, seguida pela região Norte (6,97%). O crescimento das dívidas de comércio também foi generalizado entre as regiões, com destaque para o Sul do país, onde as dívidas dessa categoria cresceram 5,07%. As dívidas cujos credores são segmentos de comunicação também avançaram em todas as regiões, com destaque para a região Norte, com alta de 15,18%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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