O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou de 0,20% em janeiro para 0,84% no mês de fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística).
Com isso, o índice apontado como prévia da inflação oficial passou a acumular alta de 1,04% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses.
Os reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que ocorrem no início do ano letivo exerceram o principal impacto do mês, levando o grupo Educação a subir 5,20% no mês e representar um impacto de 0,32 ponto percentual nos dados totais.
Quando se avaliam os componentes do grupo, a maior contribuição individual (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,18%). As maiores variações foram registradas nos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).
O grupo Transportes (1,72%) também se destacou, com impacto de 0,35 pp. no índice. Neste caso, a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%.
Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%. O subitem ônibus urbano apresentou variação de 7,52%, e o metrô registrou taxa de 2,22%.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67% e 0,09 p.p.), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%.
Ao mesmo tempo, o grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,20% (0,04 p.p.), sendo que o subitem alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%).
As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, os destaques ficaram com arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que aquela no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).
O grupo Habitação aumentou 0,06% em fevereiro, após recuar 0,26% em janeiro, afetado por taxa de água e esgoto (1,97%) e aluguel residencial (0,32%). Por outro lado, a energia elétrica residencial (-1,37%) foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.).
Na análise regional, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%).
Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).
Deixe um comentário