5 de junho de 2026

O futuro da globalização está em análise

Em artigo, professor emérito de Harvard reflete sobre as interdependências do tema em outras áreas, como saúde e meio ambiente
Foto de Alexandr Podvalny na Unsplash

Os incêndios florestais ocorridos na região de Los Angeles foram usados por teóricos da conspiração como mecanismo contra a globalização, por mais absurda que seja tal questionamento.

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Em artigo publicado no site Project Syndicate, o professor emérito de Harvard Joseph S. Nye, Jr cita o podcaster Alex Jones, que afirmou que os incêndios eram parte de uma “uma conspiração globalista para travar uma guerra econômica e desindustrializar os Estados Unidos”.

O articulista explica que a visão de Jones reflete a visão comum que associa a “globalização” apenas ao comércio e à migração, mas a questão também engloba interdependências em áreas como saúde e meio ambiente.

“A ironia perversa é que uma América anti-globalista pode acabar limitando as formas benéficas de globalização enquanto amplifica as prejudiciais”, explica o cientista político.

O tema tem sido frequente nos debates políticos dos Estados Unidos. Em seu primeiro mandato, o presidente norte-americano Donald Trump impôs uma série de tarifas sobre itens chineses e renegociou o NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte).

A plataforma que reelegeu Trump incluía tarifas de 10% sobre todas as importações e restrições à imigração – uma política que pode reduzir a interdependência econômica, mas é preciso ter em vista que a globalização não se restringe a temas econômicos.

Segundo o articulista, as políticas podem até modificar aspectos da globalização econômica, mas outras formas de interdependência global continuarão a crescer, como a globalização cultural.

Segundo o articulista, as políticas podem até modificar aspectos da globalização econômica, mas outras formas de interdependência global continuarão a crescer, como a globalização cultural.

“As interdependências de longa distância continuarão sendo um fato da vida enquanto os humanos forem móveis e equipados com tecnologias de comunicação e transporte. Afinal, a globalização econômica abrange séculos, com raízes que remontam a antigas rotas comerciais como a Rota da Seda”, pontua Joseph S. Nye Jr..

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    4 de fevereiro de 2025 10:59 pm

    Eu ia até ler, mas falar em globalização é de uma estupidez tamanha, que afasta qualquer parte boa que o texto possa ter.

    Não existiu nem existirá globalização.

    Vivemos a estadunização do mundo, desde 1945.

    Das 500 maiores empresas do mundo, 80% são dos EUA, a internet fala inglês, o dólar (ainda) é o padrão de troca universal, e os EUA emitem a moeda em que se endividam, ou seja, exportam déficits.

    As maiores fortunas estão nas mãos de estadunidenses.

    Os EUA consomem 1/3 dos recursos do planeta e somam 5% da população mundial.

    Ponto.

    Foi assim com a outra “globalização”, a inglesa, que ruiu em 1918.

    A transição se deu até 1945.

    Agora, assistimos o fim da estadunização do mundo, que vai ser chinês.

    Globalização?

    Piada, né?

  2. Douglas da Mata

    4 de fevereiro de 2025 11:00 pm

    PS.

    Se a Califórnia fosse um país, seria um dos vinte mais ricos.

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