O risco Trump para a economia global na visão de Nouriel Roubini

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Apesar das guerras e tensões geopolíticas, política “America First” do republicano poderia desestabilizar o cenário global por completo

Foto de Elena via pexels.com

O aumento das tensões e rivalidades geopolíticas tem avançado de forma considerável pelo mundo e, embora boa parte desses fatores não cheguem a afetar as economias e mercados no curto prazo, isso pode mudar se a política “America First” voltar com força.

Tal possibilidade já foi cogitada pelo economista Nouriel Roubini no mês de março, quando publicou um artigo no site Project Syndicate discutindo o impacto de uma eventual recondução de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

Professor emérito de Economia da Stern School of Business da Universidade de Nova York, Roubini afirma que as eleições presidenciais no EUA são o maior risco geopolítico para o crescimento econômico e para os mercados globais.

“A maior forma como uma segunda administração Trump afetaria os mercados seria através de suas políticas econômicas”, explica Roubini. “Não há dúvida que as políticas protecionistas dos Estados Unidos se tornariam mais severas”.

Na ocasião, Trump chegou a declarar que iria impor uma tarifa de 10% sobre todas as importações provenientes dos EUA (atualmente, a tarifa média é de cerca de 2%) e, presumivelmente, tarifas ainda mais elevadas sobre as importações provenientes da China.

Segundo o articulista, “isto desencadearia novas guerras comerciais, não só com rivais estratégicos como a China, mas também com os aliados da América na Europa e na Ásia, como o Japão e a Coreia do Sul”.

“Uma guerra comercial global reduziria o crescimento e aumentaria a inflação, tornando-se o maior risco geopolítico que os mercados deveriam considerar nos próximos meses”, destaca o articulista.

“Neste cenário, a desglobalização, a dissociação, a fragmentação, o protecionismo, a balcanização das cadeias de abastecimento globais e a desdolarização se tornariam riscos ainda maiores para o crescimento económico e os mercados financeiros”.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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