
Foto: Divulgação/Petrobras
Jornal GGN – Por meio de nota, a Petrobras informou hoje (10) que sua diretoria executiva aprovou uma nova composição de sua carteira de desinvestimentos, com a inclusão da venda da Refinaria de Pasadena e também da participação da Petrobras Oil & Gas B.V., que possui ativos na África.
De acordo com a estatal, estes e outros projetos de “parcerias e desinvestimentos” vão seguir a sistemática revisada para cumprir decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).
Segundo o acordado com o tribunal, os projetos devem ser submetidos individualmente para a diretoria executiva, e também prevê mais transparência no processo, com divulgação da oportunidade de desinvestimento no site da empresa, entre outros pontos.
A empresa também voltou a afirmar que mantém a meta de US$ 21 bilhões para os desinvestimentos entre o biênio 2017/2018.
Pasadena
A compra da refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, é investigada por superfaturamento, à época, e evasão de divisas.
Foram pagos pagos US$ 360 milhões por 50% da refinaria (US$ 190 milhões pelos papéis e US$ 170 milhões pelo petróleo que estava em Pasadena). O valor foi maior do que o pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria toda, no valor de US$ 42,5 milhões. Por causa das cláusulas do contrato, a estatal foi obrigada a comprar toda a unidade, o que resultou em um gasto total de US$ 1,18 bilhão.
Em 2013, o TCU iniciou uma apuração sobre suspeitas de irregularidades. Depois, o tribunal determinou a devolução de US$ 792,3 milhões aos cofres da Petrobras pelos prejuízos causados ao patrimônio da empresa.
Momento desfavorável
Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o momento não é favorável para a política de desinvestimentos da estatal.
“A crise não é só da Petrobras. Todas as grandes operadoras de petróleo do mundo passam por esse problema, têm apresentado resultados negativos”, afirmou José Maria Rangel, coordenador-geral da federação.
“O barril de petróleo caiu de US$ 140 em meados de 2014 e chegou a bater em US$ 27. Todas as empresas têm que rever os seus projetos e a rentabilidade que seus ativos lhe dão”, explicou.
Para os petroleiros, a política da estatal faz com que ela perca importância no mercado de óleo e gás. Já Pedro Parente, presidente da companhia, argumenta que as vendas são necessárias, já que a dívida líquida da empresa ainda está próxima de US$ 100 bilhões.

Antonio C.
10 de maio de 2017 3:05 pmComentário.
Não sou economista nem nada, mas cá entre nós, se petróleo desse tanto prejuízo assim, não teria uma Statoil na nossa cola querendo um pedaço do pré-sal, por exemplo.
E nem se trata de um preço de barril de óleo cru em si. Nem simplesmente a questão da demanda. Tem a ver também com uma cadeia produtiva que possa agregar valor e a capacidade de não tornar o país tão dependente de preços externos.
Mas não, o Pedro Parente deixa “flutuar”.
Por isso, ele é um entreguista, nada menos do que um corretor dentro de um golpe plutocrata.
O TCU ainda deixa a desejar como papel fiscalizador, Ainda se trata de um órgão político, tão político quando os Tribunais de Contas dos estados. Não dá pra confiar, mesmo que se escondam atrás de uma planilha.
CB
10 de maio de 2017 3:18 pmReforma disso, daquilo e
Reforma disso, daquilo e daquilo outro poderão ser revertidas porque são leis se algum dia o eleitorado conseguir eleger um congresso decente, mas e pra retomar tudo que foi entregue ou reconstruir tudo que foi destruído, como vai ser?
Ivan de Union
10 de maio de 2017 3:31 pm“uma nova composição de sua
“uma nova composição de sua carteira de desinvestimentos, com a inclusão da venda da Refinaria de Pasadena”:
O que se chama “desinvestir no que esta dando lucro”?
Ser otario?
emerson57
10 de maio de 2017 4:41 pmprejuizo
Esse (não meu!) parente e sua tchuma estão loucos para realizar…..prejuizos.
Ai o PLIMPIG crema a Dilma e o PT na primeira página e a midiotada coxa terá orgasmos cívicos com o prejuizo.
Merdoval Pedreira, leitões e castanhedes darão plantão de vários dias no plimplim. Explicarão tim tim por plim plim o mistério da curva reta.
Haja saco!