Jornal GGN – O Índice de Preços ao Produtor (IPP) apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) encerrou o mês de dezembro em alta de 0,65% ante o mês anterior, um resultado muito próximo do registrado na comparação entre outubro e novembro do ano que passou (0,64%).
Segundo o levantamento, 17 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços durante o período de pesquisa, contra 16 do mês anterior. As quatro maiores variações observadas em dezembro se deram entre os produtos compreendidos nas atividades de Refino de petróleo e produtos de álcool (2,97%), Equipamentos de informática, Produtos eletrônicos e ópticos (-2,77%), Outros produtos químicos (2,35%) e Calçados e artigos de couro (1,82%). Em termos de influência, sobressaíram Refino de petróleo e produtos de álcool (0,32 ponto percentual), Outros produtos químicos (0,26 ponto), Metalurgia (-0,13 ponto) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,08 ponto).
O indicador acumulado em 2013 (e em 12 meses) fechou em 5,75%, acima do acumulado nos 12 meses anteriores (novembro), que chegou a 5,06%.Entre as atividades que tiveram as maiores variações percentuais nesta comparação sobressaíram fumo (14,69%), calçados e artigos de couro (10,87%), papel e celulose (8,85%) e bebidas (8,63%). Neste indicador, os setores de maior influência foram: alimentos (1,38 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,77 ponto), outros produtos químicos (0,60 ponto) e metalurgia (0,44 ponto).
Entre 2010 e 2013, os preços das indústrias de transformação cresceram, em média, 25,76%. Porém, a pesquisa ressalta que o maior aumento se deu em 2010 (8,04%), ano de recuperação pós-crise 2008/2009, com particular pressão de demanda e impactos diretos no setor de Alimentos (21,24%). Em 2012 e 2013, ao contrário de 2010, o efeito câmbio demarca bem o resultado final. Em 2010, houve uma valorização do Real de 3,3%, enquanto em 2012 a desvalorização foi de 13,1% e, em 2013, de 12,9%.
Desta forma, o IBGE afirma que os aumentos de 2010 estiveram atrelados à resposta de preços advinda de uma maior demanda, inclusive na ordem da economia mundial, o que acarretou elevação de preços das commodities exportadas pelo Brasil. Neste ano, as maiores altas foram verificadas em Alimentos, Têxteis (em resposta ao aumento do algodão no mercado externo) e Outros produtos químicos. Em 2013, por sua vez, Fumo encabeça as maiores elevações (efeito em parte do câmbio, mas também por conta de mudanças ligadas ao setor) seguido por Calçados e produtos de couro e Papel e celulose, todos beneficiados pela desvalorização cambial.
Quando se olha o peso em termos de influência, Alimentos, apesar de ter, em 2013, a 10ª posição em termos de variação, continua, como em 2010, a ser o primeiro em termos de influência. Ainda em termos de influência nos dois extremos da série, o levantamento destaca a troca de posição entre os setores de Refino de petróleo e produtos de álcool e Outros produtos químicos. Este, em 2010, era o segundo mais influente e passou a ser o terceiro em 2013, movimento contrário ao que se sucedeu com o setor de petróleo e álcool.
Porém, a análise dos dados mostra que 2013 foi o único ano em que os preços do setor químico variaram menos do que os de petróleo e álcool. Segundo a pesquisa, a variação de 2,97% observada nos preços de Refino de petróleo e álcool, em dezembro contra novembro, foi a maior entre todas as atividades que compõem as indústrias de transformação, e, com isso, o acumulado no ano (7,07%) esteve acima da média (5,75%).
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