4 de junho de 2026

Preços da indústria caem 0,30% em julho, segundo IBGE

Desaceleração foi puxada pela queda nos preços dos alimentos, metalurgia, indústria extrativa e fabricação de máquinas
Foto de Pixabay – via pexels.com

Os preços da indústria brasileira caíram 0,30% no mês de julho frente a junho (-1,27%), sexta taxa negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos em sequência, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Desta forma, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumula alta de 1,36% em 12 meses, enquanto a deflação no acumulado no ano ficou em -3,42%. Em julho de 2024, a variação mensal foi de 1,53%.

Em julho de 2025, 12 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações negativas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em junho deste ano, 14 atividades haviam apresentado menores preços médios em relação a maio. Os dados foram divulgados hoje (5) pelo IBGE.

As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de julho foram alimentos (-0,33 p.p.), metalurgia (-0,11 p.p.), indústrias extrativas (0,10 p.p.) e fabricação de máquinas e equipamentos (0,06 p.p.).

Em termos de variação, indústrias extrativas (2,42%), metalurgia (-1,65%), produtos de metal (-1,54%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,41%) foram os destaques em julho. 

O resultado de julho deste ano, no acumulado no ano, significou a quarta variação mais intensa registrada dentre os 24 setores industriais analisados. Nesse mesmo universo, a variação de alimentos foi a primeira colocada no ranking de influências mais intensas na variação mensal (-0,33 p.p.), no acumulado no ano (-1,85 p.p.) e no acumulado em 12 meses (0,85 p.p.).

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de junho para julho de 2025 repercutiu da seguinte forma: 0,51% de variação em bens de capital (BK); -0,32% em bens intermediários (BI); e -0,43% em bens de consumo (BC).

Segundo o IBGE, a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,30%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -0,57%. Os bens intermediários (-0,17 p.p.) foram os que mais influenciaram o IPP em julho.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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