Preços na indústria têm alta de 1,11% em outubro

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Apesar do avanço, total acumulado é o menor para o mês de outubro desde o início da série histórica, segundo IBGE

Foto de Clayton Cardinalli na Unsplash

Os preços da indústria apresentaram variação positiva pelo terceiro mês consecutivo, chegando a 1,11% no mês de outubro em relação ao visto em setembro, segundo dados do Índice de Preços ao Produtor elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com isso, o indicador passa a acumular -6,13% em 12 meses, enquanto o índice acumulado no ano chegou a -4,43%. Essa é a menor taxa acumulada no ano já registrada para um mês de outubro desde o início da série histórica, em 2014.

Em outubro de 2023, 14 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior. Em setembro, 13 atividades haviam apresentado variações positivas de preço em relação ao mês anterior.

As atividades industriais com as variações de preço mais expressivas no resultado de outubro foram bebidas (6,12%), indústrias extrativas (5,26%), outros equipamentos de transporte (2,19%) e alimentos (2,00%).

Já as maiores influências vieram de alimentos (0,48 p.p.), indústrias extrativas (0,26 p.p.), bebidas (0,15 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,10 p.p.).

O setor de bebidas registrou a maior variação e terceira influência mais expressiva em outubro, apresentando resultado oposto ao que foi observado em setembro, quando registrou forte queda de 5,04%. Houve alta dos preços nesse grupo nos últimos dois meses, de modo que em outubro eles ficaram 0,78% acima do registrado em agosto, muito pela proximidade do final do ano e aumento da demanda por refrigerante e outras bebidas.

O setor de alimentos, o de maior peso no IPP, exerceu a maior influência no resultado do mês e apresentou a quarta variação positiva mais alta, por conta da variação de preço das carnes bovina e de frango, já que o grupo econômico de abate e produção de carnes subiu 4,95%.

Já atividade de indústrias extrativas apresentou a segunda variação mais intensa e ocupou o segundo lugar no ranking de maiores influências e, embora quatro produtos tenham se destacado em variação e influência, o item “óleo bruto de petróleo” – item de maior peso no cálculo – não aparece entre eles.

O setor de outros equipamentos de transporte teve alta de 2,19% frente ao mês anterior, registrando a terceira variação mais expressiva, e seu maior resultado desde julho de 2022 (4,41%), muito por conta do impacto do dólar nos preços dos equipamentos do setor.

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de setembro para outubro repercutiu da seguinte forma: 0,34% de variação em bens de capital (BK); 1,21% em bens intermediários (BI); e 1,14% em bens de consumo (BC), sendo que a variação vista nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,47%, enquanto nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,28%.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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