3 de junho de 2026

Produção industrial cai -1,4% em junho

Jornal GGN – A produção industrial brasileira mostrou decréscimo de 1,4% no mês de junho em relação ao período imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este foi o quarto resultado negativo apresentado nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 3,4%. Desta forma, os índices do setor industrial foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2014 (-5,4%), como para o acumulado dos seis primeiros meses do ano (-2,6%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

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A queda da atividade industrial na passagem de maio para junho teve predomínio de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e 18 dos 24 ramos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,6%).

Outras contribuições negativas vieram dos ramos de máquinas e equipamentos (-9,4%), confecção de artigos de vestuário e acessórios (-10%), produtos de borracha e de material plástico (-5,6%), outros equipamentos de transporte (-12,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,4%), perfumaria, sabões, detergentes, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,1%), produtos de minerais não-metálicos (-3,4%) e produtos têxteis (-6,7%). Por outro lado, entre os seis ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%), produtos alimentícios (2,1%) e bebidas (2,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 24,9%, assinalou a queda mais acentuada desde o início da série histórica e a quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 33,3%.

 O segmento de bens de capital (-9,7%) apontou o quarto mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 17,9% nesse período. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis, com redução de 1,3%, eliminou a expansão de 1,1% acumulada nos meses de abril e maio. O segmento de bens intermediários (-0,1%) mostrou a taxa negativa mais moderada em junho de 2014, mas marcou o terceiro mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período redução de 1,2%.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,9% no trimestre encerrado em junho frente ao nível do mês anterior, intensificando as quedas registradas em abril (-0,4%) e maio (-0,7%). Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (-10,5%) e bens de capital (-4,9%) mostraram as quedas mais intensas nesse mês. Os segmentos de bens intermediários (-0,4%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,1%) também assinalaram índices negativos em junho de 2014.

No índice acumulado para o fechamento do primeiro semestre de 2014, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 2,6%, com predomínio de taxas negativas, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 18 das 26 atividades investigadas.

O principal impacto negativo foi observado no ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias (-16,9%), seguido pelos setores de produtos de metal (-10,1%), metalurgia (-5,0%), máquinas e equipamentos (-4,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,9%) e outros produtos químicos (-4,1%). Entre as oito atividades que ampliaram a produção, as principais influências foram observadas em indústrias extrativas (4,1%), produtos alimentícios (2,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o índice acumulado nos seis primeiros meses de 2014 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-8,6%) e bens de capital (-8,3%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-16,7%), na primeira, e de bens de capital para equipamentos de transporte (-15,1%), na segunda. O segmento de bens intermediários (-2,2%) também assinalou resultado negativo no índice acumulado no ano, mas com queda ligeiramente menos intensa do que a observada na média nacional (-2,6%). Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis, com variação positiva de 0,3%, apontou a única taxa positiva, impulsionado principalmente pela maior produção de medicamentos, gasolina automotiva e álcool etílico.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. valter r vidal

    1 de agosto de 2014 6:25 pm

    cade vcs do pt?

    Onde estão vcs do PT, so entram em posts de politica rsrs,  nos posts de economia é so desastre então vcs correm como diabo da cruz não é mesmo kkkk

  2. Alexandre RiSo

    1 de agosto de 2014 7:15 pm

    Tragédia Econômica.
    Enquanto países como Chile, Colômbia e Peru são chamados de “Tigres Latino Americanos por terem aberto suas economias e assinado diversos acordos comerciais, o Brasil vai se fechando, diminuindo sua capacidade industrial instalada e, tornando-se cada mais dependente das exportações de commodities. Por uma questão puramente ideológica, o nosso país vai se afundando no cenário economicamente, socialmente e politicamente no âmbito interno e externo.
    Enquanto os Tigres Latino Americanos crescem a passos largos, por terem conseguido se abrir de uma forma eficiente e eficaz ao comércio mundial, numa visão pragmática, nós estamos escolhendo eixos de caráter duvidoso e, até mesmo perigoso. Não nos enganemos, somos hoje um grande navio “fazendo água” e com um risco iminente de ir a pique. Ou tomamos uma atitude enérgica e extrema ou perderemos de vez a nossa chance na história. 

     

    1. valter r vidal

      1 de agosto de 2014 10:15 pm

      eles preferem os……

      Alexandre excelente e extremamente lúcido seu post mas os adoradores do PT preferem o abraço de afogado dos fracassados bolivarianos tipo bolivia, venezuela e cuba e por ai vai ladeira abaixo.

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